segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Paulo Viotti

Água no bojo do corpo Molha a alma, Deixa o espírito torto, Não como curva sem eira, Mas como medo que ao meu ser beira. Água que limpa o céu, E as montanhas do ser, Que gotejo em nossas noite e madrugadas, Qual açucena que nos perfuma desregrada, Procurando o dia, à noite e o amanhecer. Água que é sôfrega quando não dá em seca, Umedece a noite da minha alma, Canta em meus ouvidos doce melodia, Lembrando do sonho de ser um dia, Um ser pleno de paz, alegria e calma. Água que é vida, construção, alimento e morte, Aguai meu ser com a semente da eternidade, Dá-te em carinho e louvor pela felicidade, Traz-me o deliciar do tempo sem lamento, Pois só assim serei homem pleno de sorte. Água salutar ceia do existir, Quanto te magoam, Mas, como mãe provedora da tranqüilidade, Recrias o teu ser da asseidade, Doa-te ao homem em paz, com coração, sem mentir. Água que nasce nas montanhas, Nos brejos, nos mares e nos rios, Que lava o corpo do moço, Delineia o
corpo de moça, Que de tímida que é, por ti faz-se tacanha. Água é como ser com em si se auto-cria, Não como arremedo da imperfeição, Pois quando mata é por culpa da homem, Latente peregrino de seu próprios erros, Só pelo agir inerme como erros em ação. Água como é rara tua beleza de dia, Teu refrescar as impiedades da tarde, Teu elucidar de corpos na noite, Tratando o homem que mata com açoite, Pois vos matar em ato insano e covarde. Água que locupleta de nós a secura, Que desde tempos imemoriais ao homem socorre, Mas na sua plena falta este morre, É hoje jogada aos passeios, carros e alhures, Quando deverias ser usada na cura. Água que traz junto o vento, O cair de terra, homem e árvores, Que cria sulco nas terras desnudas, Levando o infertilidade ao roçado, E o homem que é dono ao lamento. Água elixir da vida e da mocidade, Que molhas o corpo mostrando contorno, Levando o ser ao morticínio da dignidade, A moça ao delírio do alívio, E o moço à doce
insaciedade. Minha doce Água, Rainha serás no porvir, Que garante a alegria do pobre, Que limpa a roupa da vida, Como porte de ouro de orfir. Minha água doce, Ave deveria ser seu nome, Pois se limpa a tudo e a todas, Sem querer que alguém te limpe, Mas manténs no sempre, se sabor agridoce. Minha doce água, a vida, Esparge teu mundo em volta, Tira o homem a sede da revolta, E do Rei a marca da dor, Posto, seres paz, frescor, alimento e amor.
Paulo Viotti, com a ajuda dos amigos espirituais

Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre das falsas situações perante o mundo.
Ao pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos semelhantes.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.
Não crie exceções na gentileza para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe correr meses sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, ignorando a dor que acaso exista.
Não condicione as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes que possam mostrar.
Não se escravize ao título convencional e nem exagere as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos sem qualquer solenidade.
Faça amizade desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço também sem pensar em remuneração.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba, pois, viver com todos para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas, e a felicidade que você fizer para os outros será luz da felicidade maior brilhando em você.
Espírito ANDRÉ LUIZ
Médium Waldo Vieira

Acalma o teu coração.

Dificuldades são ensinamentos importantes.
Se você caiu, apóie no trabalho edificante para reeguer-se.
Se a doença o visita, encare-a sem revolta nem desânimo, recorrendo aos recursos necessários para a volta ao equilíbrio.
No mundo, a noção de saúde ainda se limita à visão parcial do corpo físico.
Há, porém doentes saudáveis, do ponto de vista espiritual, assim como existem pessoas em plena posse das energias físicas,entretanto doentes do espírito.
Lembre-se de que a vida gera mais vida.
Lutas, dores, decepções e tristezas formam o quadro abençoado de experiências que nos ensinam a preservar sempre.
Em qualquer situação, prossiga trabalhando no Bem.
Rejeite os pensamentos negativos no clima da prece,
e você sentirá a presença do Mais Alto amparando-o.
No final, tudo passará e você se descobrirá feliz e
capaz de muitas realizações.
(Scheilla - Espirito) (Xamri)

PROCON

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A VIAGEM ESPIRITUAL DO BEBÊ

(Dançando com as Estrelas no Céu das Crianças) Lá, no Céu das crianças, o bebê voa livre...
 E dança com as estrelas.
 Na Terra, os seus pais velam pelo seu sono.
 E ficam imaginando com o que ele está sonhando.
 Porque eles vêem um sorriso aflorando em seus lábios.
 Mal sabem eles que o bebê está brincando na tapeçaria sideral.
 Ah, eles olham o seu pequeno, embevecidos, emocionados...
 E agradecem o presente que o Papai do Céu lhes deu.
 Enquanto isso, o bebê faz piruetas com os seus amigos espirituais.
 E eles cantam uma linda canção para ele – que ri de tudo.
 Ele está fora do seu corpo* infantil e tudo parece uma brincadeira.
 Ali, no zimbório celeste, ele se nutre da Luz Astral.
 E, se pudesse, ficaria ali o tempo todo. Mas, os seus pais o aguardam.
 E ele sente que no colo de sua mãe também está o mesmo Amor.
 E no abraço de seu pai o mesmo apoio dos amigos espirituais.
 Então, ele ri para as estrelas e mergulha de volta no corpo...
 E desperta rindo e balançando as mãozinhas – com a Luz da Vida no olhar.
 E logo os seus pais o abraçam, pois ele é a joia da casa – o grande presente.
 Eles ainda não sabem, mas o seu bebê é um viajante espiritual.
 E, quando dorme, ele voa de volta para as estrelas – suas irmãzinhas.
 Porque, lá, no Céu da crianças, ele faz piruetas com os seus amigos espirituais.
 Ele é um presente do Papai do Céu – uma de suas estrelinhas queridas.
 E, é só deixar que ele sai voando, por aí... Para o Infinito.
 O mesmo infinito que ele sente no colo de sua mãe e no abraço de seu pai.
 Sim, ele voa espiritualmente. E os seus pais só vêem o sorriso em seus lábios.
 E eles se perguntam: “Com o que ele está sonhando?”
 Ah, se eles soubessem!... Que o seu bebê está voando, por aí...
 Porque, lá, no Céu das crianças, ele dança com as estrelas**.
 (Dedicado a Helena e Maria Luz, minhas duas estrelinhas – presentes do Papai do Céu –, e ao Rama, meu cachorrinho e parceiro – também um presente.)
Paz e Luz.
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
            São Paulo, 03 de fevereiro de 2012.

Sobre o caráter pedagógico da jornada da lei do piso

O trabalho do professor vai muito além de ministrar aulas. Para que sua atuação tenha mais qualidade, o professor precisa, além de uma ótima formação inicial, qualificar-se permanentemente e cumprir tarefas que envolvem a melhor preparação de suas atividades em sala de aula, bem como tempo e tranqüilidade para avaliar corretamente a aprendizagem e desenvolvimento de seus alunos. Por isto a lei 11.738/08 (lei do Piso Salarial Profissional Nacional) estipulou em seu artigo 2º que “na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.” Desta forma, no mínimo 1/3 do tempo do professor deve ser dedicado a atividades extraclasses. A lei reconhece e regulamenta, o trabalho do professor fora da sala de aula, mas deixa aos sistemas de ensino a regulamentação da composição da jornada.
Como é composta a jornada do professor na rede estadual de ensino de São Paulo? Como deve ser aplicada a lei do piso no nosso estado?
O artigo 10 da lei 836/97 estabelece que a jornada de trabalho semanal do professor é constituída de horas em atividades com alunos, de horas de trabalho pedagógico na escola (HTPC) e de horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha pelo docente (HTPLE). Vejamos qual é natureza e as finalidades de cada uma dessas partes da jornada.
Pela lei do piso, e de acordo com a lei 836/97, o trabalho de interação com alunos, em uma jornada de 40 horas semanais, deve compreender um total de 26 horas, ou seja, 26 aulas de uma hora, com cinquenta minutos desta hora destinados exclusivamente à tarefa de lecionar.
Contempla-se, desta forma, a aula propriamente dita, mas também o tempo que o professor dedica a conversar com um aluno, pai de aluno, interferir num desentendimento entre alunos (cumprindo a função de educá-los, num sentido mais amplo), tomar uma água, usar o banheiro e outras atividades que não se realizam no momento em que está lecionando ou nos tempos dedicados a HTPC e HTPLE.
Evidentemente, não basta que a lei assim determine a jornada do professor. Para que essa mudança cumpra plenamente o papel pedagógico que dela se espera, deverá vir acompanhada de mudanças na escola, começando pela reorganização dos tempos e espaços escolares, interação entre disciplinas e outras.
O Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) se constitui em um espaço no qual toda a equipe de professores pode debater e organizar o processo educativo naquela unidade escolar, discutir e estudar temas relevantes para o seu trabalho e, muito importante, deve ser dedicado à formação continuada dos professores no próprio local de trabalho.
Tal formação deve ser efetivada por meio de parcerias e convênios entre a rede estadual de ensino e as universidades públicas e agências públicas de formação de professores. Estas parcerias e convênios são importantes não apenas porque trazem para dentro das escolas as teorias educacionais e as propostas didáticas elaboradas e trabalhadas no interior das universidades, mas, também, porque permitem aos professores das escolas públicas interferir para alterar a própria informação inicial dos docentes na universidades, expondo e discutindo sua prática cotidiana. Desta forma, aproximamos a ideia de uma escola ideal, pela qual lutamos, da escola real, que precisa ser transformada e melhorada.
Finalmente, o Horário de Trabalho Pedagógico em Local de Livre Escolha pelo docente (HTPLE) é essencial para que o trabalho do professor tenha a qualidade necessária e produza resultados benéficos para a aprendizagem dos alunos. Trata-se daquele trabalho que o professor realiza fora da escola, via de regra em sua própria residência, incluindo leituras e atualização; pesquisas sobre temas de sua disciplina e temas transversais; elaboração e correção de provas e trabalhos e outras tarefas pedagógicas.
O professor sempre trabalhou, e muito, em sua própria residência. A composição da jornada de trabalho que considera e remunera este trabalho, reconhece um fato concreto e, com a lei 11.738/08, melhora o tempo e as condições para que este trabalho seja feito. Registre-se que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi alterada pela lei 12.551/11, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 15 de dezembro de 2011, que equipara o trabalho realizado no local de trabalho e o realizado na residência do trabalhador, desde que comprovável, inclusive por meios eletrônicos. E o trabalho que o professor realiza em sua casa é facilmente comprovável.
Todos os professores que estão na sala de aula e no cotidiano da rede estadual de ensino, e não nos gabinetes da Secretaria da Educação, vivenciam as dificuldades e as possibilidades de seu trabalho e sabem perfeitamente a importância de cada um desses espaços para a qualidade do ensino. Por esta razão, não abrimos mão da implementação da composição da jornada de trabalho docente prevista na lei do piso, de acordo com a sua verdadeira concepção e não com base em manobras aritméticas que pretendem justificar que nada mude.     
Maria Izabel Azevedo Noronha
Professora de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino
Presidenta da APEOESP – Sindicato dos Professores
do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
Membro do Conselho Nacional da Educação
Membro do Fórum Nacional de Educação

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sabe qual é o problema?

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).
No tribunal, o caluniador disse ao juiz: – comentários não causam tanto mal… e o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã, volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
– Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem! -Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem – o vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu:
– Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado; se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
Pense nisso.

Recebi por email

Intervenção do mundo dos mortos

O Lar Frei Luiz, no Rio de Janeiro, já curou pessoas como Milton Nascimento e Elba Ramalho
A sala escura é iluminada apenas por lâmpadas azuis. Dentro dela há uma cabine, onde um corpo começa a se materializar a partir de uma fumaça. Para quem já tocou, sua consistência se parece com a do algodão. Já surgiram dali entidades como Mahatma Gandhi e São Francisco de Assis, mas o espírito mais assíduo é o do médico alemão Frederick von Stein, nazista que volta para limpar seu karma. A materialização é uma das características que diferencia o Lar de Frei Luiz dos outros centros espíritas. Uma das principais entidades que ilumina o Lar - um dos maiores do País, localizado em Jacarepaguá, no Rio, é justamente a do Doutor Frederick. Ele já protagonizou a cura de artistas como Milton Nascimento e Elba Ramalho, operada há alguns meses pelo espírito. Depois da cirurgia, a cantora garante que as pontadas que sentia no fígado desapareceram. "Ele abriu minha barriga inteira com o dedo. Jorrava sangue e não senti dor", relata, aliviada, sem saber explicar direito o que aconteceu.
Foto: Monica Zaratini/AE
Milton teve recuperação rápida
Com Milton, os resultados foram definitivos. Quando a diabetes o deixou magérrimo, em fins de 1996, as más línguas espalharam que era Aids. Ele recorreu ao Frei Luiz por intermédio de uma amiga, Beth Dourado."Minha recuperação foi tão rápida que meus médicos ficaram espantados", relatou. A lembrança mais intensa foi a da materialização. "Foi muito forte e bonita. Só pode mesmo ser coisa de Deus", atribui o cantor. As definições existem, mas é claro que, para acreditar, só vendo ou tendo muita fé. Curiosamente, o centro não é comandado por nenhum artista ou pessoa que tem no misticismo sua atividade principal, mas por um médico, que pela ordem natural das coisas deveria ser refém do materialismo e avesso a soluções do além. A preocupação inicial do presidente do Lar, o cirurgião geral mineiro Ronaldo Gazolla, 65 anos, em seu terceiro mandato como secretário municipal de Saúde do Rio, é desmistificar: "A materialização é uma prova às pessoas de que existe algo além da vida comum, e não uma exibição de circo de cavalinhos", afirma.
As cirurgias ocorrem no escuro supostamente para evitar a queima do ectoplasma, matéria-prima das materializações e operações espirituais. Trata-se de uma substância que vem do citoplasma celular, parte da célula de qualquer ser humano. Sai pelo poros e cavidades do corpo e também da natureza. Sua condensação é que vai dar a forma humana ao espírito. "Hoje a ciência não explica, mas no futuro explicará", profetiza Gazolla. De alguma forma, mesmo os médicos céticos podem explicar os resultados das intervenções do mundo dos mortos. A diferença entre um doente esperançoso e o que já se entregou é total, segundo Luiz Maltoni, 41 anos, cirurgião de abdômen e diretor do Hospital de Oncologia do INCA (Instituto Nacional do Câncer). "Aquele que sente coragem de enfrentar a doença, por qualquer motivo, acelera a produção de hormônios que atuam no sistema imunológico e responde melhor a qualquer agressão", afirma. O presidente do INCA, Jacob Kligerman, 59, concorda com a tese, mas adverte: "Está comprovado que a fé melhora, mas não cura."
Embora o objetivo original do Lar de Frei Luiz tenha sido o de assistir a 200 crianças e 50 velhinhos, a fama vem mesmo das operações espirituais. Muitas estão relatadas no livro Médicos do Espaço - Luiz da Rocha Lima e o Lar de Frei Luiz (Editora Mauad), que acaba de ser lançado pelo jornalista carioca Roni Lima, 42. Ex-cético de carteirinha, Roni começou a freqüentar o Frei Luiz em 1994. O livro é uma radiografia da instituição. Depois do mergulho espiritual, sua cabeça mudou. "Recebi provas de que existe vida após a morte", festeja. O jornalista também passou a engrossar o quadro de 800 médiuns do Frei Luiz.

Foto:Pedro Agílson
Prece de encerramento
O centro é aberto à visitação todas as quartas-feiras e em domingos alternados. Quem chega ao local pensando encontrar um gueto de místicos, a surpresa é enorme. Nos últimos dez anos, o número de visitas cresceu de 800 para três mil pessoas por dia. É quase uma cidade. Todos passam por uma triagem, às terças e sextas-feiras. Por menos que os visitantes recebam alguma deferência, o maestro Tom Jobim se emocionou quando ouviu tocar Sabiá, de sua autoria, na sala onde se submeteu à sua primeira operação espiritual. No fim do tratamento, os médiuns disseram que ele estava curado. Só que o autor de Garota de Ipanema marcara uma cirurgia para extirpar um tumor de bexiga em Nova York. Na véspera de viajar, ficou até de madrugada conversando com Gazolla. "Se fosse você, se operaria?", perguntou. "Não", respondeu o médico, mas Tom e a mulher, Ana Jobim, decidiram seguir para os Estados Unidos. "Estávamos com a medicina convencional; achamos que mal não ia fazer", diz Ana. O resto da história todo mundo conhece: o coração do maestro não resistiu à cirurgia e sua vida acabou em 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos.
No Frei Luiz os pacientes de casos graves como Tom ou quem vem de outros estados podem passar a fila, dependendo da intuição do médium. O interessado não desembolsa um tostão. A não ser que compre algo na cantina ou na livraria, recursos que engrossam o orçamento mensal de R$ 120 mil, obtido sobretudo de doações voluntárias. São oito salas de cura, uma para operações espirituais e as demais de passes e para afastar energias negativas. Um alto falante alterna música clássica com mensagens espirituais, em ambiente arborizado de 92 mil metros quadrados, com várias unidades isoladas. O uso de roupas brancas dá ao lugar uma aparência celestial.
O mais estranho é que alguém que foi um materialista convicto até os 32 anos, como Gazolla, tenha se convencido ao ponto de recomendar a Tom que não se operasse. A vida de Gazzola mudou quando foi a uma seção espírita e ouviu do médium detalhes de sua vida íntima. "Foi uma prova", acredita. Daí em diante, não parou de estudar a doutrina espírita. Gazolla, que é médium intuitivo, sucedeu o médico Luiz Augusto Queiroz, que assumiu o lugar do fundador do Lar de Frei Luiz, o químico Luiz Rocha Lima (1901-1995). O embrião do centro espírita surgiu na casa de Rocha Lima, em 1947, quando ele recebeu uma mensagem de Frei Luiz. O frei alemão nasceu na antiga Prússia em 1872 e morreu em 1937 em Petrópolis, região serrana do Estado do Rio, onde era radicado. A missão de Rocha Lima foi ajudar crianças carentes.

Foto: Renato Velasco
Vereza é diretor do centro
Foi essa assistência que atraiu o ator Carlos Vereza ao quadro de voluntários do Frei Luiz. Vereza chegou ao centro espírita em 1990, tão deprimido que usava muletas. Tudo começou quando gravava a minissérie Delegacia de Mulheres, na Globo, e seu ouvido e labirinto foram traumatizados por um tiro mal simulado. Sem conseguir mais trabalhar, o ator percorreu inúmeras clínicas especializadas. Quando chegou ao centro espírita, se submeteu a um tratamento intensivo. Hoje, totalmente curado, é diretor de eventos do centro. Vereza observa que ainda há quem confunda espiritismo com macumba. "Só que a doutrina se baseia em filosofia, ciência e religião", compara.
Essa mistura de ciência e filosofia será a linha de funcionamento do futuro Hospital Holístico, que deve ser inaugurado em dois anos. A idéia é criar um hospital gratuito de medicina tradicional, com 60 leitos, onde o atendimento vai se mesclar à medicina espiritual. Durante uma operação, os médiuns estarão a postos para ajudar no sucesso da intervenção física. A quem se perguntar por que uns saem curados e outros não, Gazolla esclarece: "Só depende do merecimento e do karma de cada um. O espírito apenas ajuda a pessoa a encontrar o Cristo interno que existe em cada um de nós".

Fonte:ISTOÉ Independente

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Pecado Original e o Purgatório são outros nomes para o Carma

A palavra carma significa ação, ação como causa e como efeito, que se torna outra causa para outro efeito, e assim, sucessivamente.
No século dezenove, quase não se falava em carma no Ocidente. Daí que Kardec usava mais a expressão lei de causa e efeito. E lembro o dito latino “Lux ex Oriente” (A luz vem do Oriente). Os cristãos gnósticos foram exterminados pela ala ortodoxa do cristianismo, porque eles pregavam a chegada a Deus pela gnose (conhecimento, luz), doutrina ligada às verdades filosófico-religiosas do Oriente, mas que está presente também no ensino do Nazareno: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” De fato, se Deus é sabedoria, nós como seus filhos criados à sua imagem e semelhança, temos que fazer do conhecimento uma busca constante em nossa vida, pois, é com ele que nós nos vamos tornando, cada vez mais, mais semelhantes a Deus.
Se nós somos espíritos imortais, seria estranho Deus nos ter dado apenas uma vida terrena para a nossa evolução, pois uma vida só não dá nem para começarmos a nossa evolução em busca da sabedoria e da perfeição semelhantes às de Deus. E, se Deus é a Inteligência Suprema, que é uma das grandes verdades que nos ensina a Doutrina dos Espíritos, por que Ele nos criaria imortais, mas como que amarrados, nos obrigando a permanecermos no erro pelas eternidades afora? À proporção que as pessoas vão evoluindo em seus conhecimentos, elas vão acatando a reencarnação, naturalmente. Um exemplo: na década de 1940, apenas 2 % da população brasileira a aceitava. Hoje, são cerca de 90 %. E ela já é crença de quase ¾ da população mundial, independente de religião. É interessante lembrarmos aqui que ela tem o respaldo de vários segmentos da ciência e que ela tem tirado muitas pessoas do materialismo. Os líderes religiosos rejeitam-na, porque eles pregam que, para o fiel ganhar o céu, ele tem que passar por eles. É fácil, pois, entender a sua reação pertinaz contrária à reencarnação, já que eles não são nada bobos e sabem que ela desclassifica, em parte, as suas ações profissionais.
Se houvesse só uma vida terrena, sem novas chances de regeneração do espírito, seria papo furado a misericórdia infinita de Deus! Se a reencarnação dependesse dos pais biológicos, nenhum pai, por menos bondoso que fosse, bloquearia nova vida para um filho seu, deixando-o para sempre no erro e na condenação. E até parece que é porque os teólogos que, geralmente, não têm filhos, que eles imaginaram essa ideia excêntrica atribuída por eles a Deus contra a reencarnação, a qual é uma das maiores verdades bíblicas. Negá-la é praticamente negar também a outra grande verdade de todas as religiões: a da lei de causa e efeito, pois o espírito imortal ficaria praticamente sem condições de colher os frutos da sua semeadura.
A colheita do sofrimento atribuído pelos teólogos ao pecado original é um efeito de uma causa do passado. Também o Purgatório é outro efeito de dor de causas anteriores. E, igualmente, o carma é efeito de causas passadas. E os teólogos de hoje ensinam que não se sabe onde é o Purgatório, o que nos deixa uma brecha para dizermos que ele é aqui mesmo na Terra, pois aqui se faz e aqui se repara. E o mais antigo é o carma, e que, por se ligar à reencarnação e às religiões orientais, os teólogos, em vão, tentaram anulá-lo, substituindo-o pelo pecado original e o Purgatório.
Pode-se dizer, pois, que o pecado original, o Purgatório e o carma são sinônimos!
José Reis Chaves (Belo Horizonte/SP)
estudou para padre na Congregação dos Redentoristas, é formado em Comunicação e Expressão na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É Escritor, durante vários anos lecionou Português, Literatura, História, Geografia e Latim. É Teósofo, parapsicólogo, biblista, e ao longo de toda a sua vida, o autor vem desenvolvendo pesquisas sobre a Bíblia, as religiões e a Parapsicologia. Por último, passou a estudar o Espiritismo, Doutrina que assimilou com facilidade, tendo em vista o seu longo tempo de estudo da Bíblia, da História e da Teologia Cristãs. Aposentado, atualmente dedica-se ao trabalho de escrever e proferir palestras na área espiritualista, mas principalmente Espírita, por todo o Brasil.
É autor dos livros, entre outros: “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência”,
“Quando chega a Verdade” e "A Face Oculta das Religiões.
e-mail: jreischaves@gmail.com

A IMPORTÂNCIA DA GRATIDÃO

Frases de efeito sobre a importância da gratidão:
A gratidão traz a prosperidade. Uma atitude de gratidão faz com que a prosperidade chegue a você por todos os lados
.
(Catherine Ponder do livro “Leis dinâmicas da prosperidade”)
Todas as coisas são dotadas de uma inteligência inata e percebem o que você diz, pensa ou sente sobre elas. Se você se referir às coisas, às pessoas e às condições de uma maneira positiva e próspera, você ganhará sua cooperação subconsciente. Por outro lado, se você faz críticas à sua vida, você estará repelindo suas bênçãos e atraindo para si apenas condições negativas e limitadas.(Catherine Ponder do livro “Leis dinâmicas da prosperidade”)
É a gratidão que ativa a lei da Abundância. (Edgar Cayce)
A felicidade não tem absolutamente nenhuma relação com o que você possui e tem tudo a ver com quanto você é grato pelo que possui.
(Lee L. Jampolsky do livro “Atitude para ser feliz”).
Se passar a vida concentrando-se no que está errado e naquilo que lhe falta, ela provavelmente será baseada em
sentimentos
de vazio, frustração e desespero. Em vez disso: Procure o que está certo e belo. Sempre haverá o que achar. (Lee L. Jampolsky do livro “Atitude para ser feliz”).
Não estrague aquilo que você tem desejando o que não tem; mas lembre-se de que o que você agora possui um dia já esteve entre as coisas que você queria ter. (Epicuro)
A quarta-feira não se importa se você gosta dela ou não, continuará simplesmente a ser quarta-feira. Suas opiniões a tornam ruim somente para você. (Dr. Wayne W. Dyer do livro “Não se deixe manipular pelos outros”)
Ninguém terá prazer no estrelato se desprezar a beleza das coisas no anonimato (Augusto Cury do livro “Nunca desista de seus sonhos”).
A maneira mais eficaz de garantir o futuro é enfrentar o presente com coragem e proveito. Pois o futuro nasce do presente e dele se constitui.
(Rollo May do livro “O homem à procura de si mesmo”)
Onde quer que você esteja, esteja lá por inteiro. Se você acha insuportável o seu aqui e agora e isso lhe faz infeliz, há três opções: abandone a situação, mude-a ou aceite-a totalmente. Se você deseja ter responsabilidade sobre a sua vida, deve escolher uma dessas opções e deve fazê-lo agora. Depois, arque com as conseqüências. Sem desculpas. Sem negatividade. (Eckhart Tolle do livro “O Poder do Agora”)
O estresse é causado pelo estar “aqui” embora se deseje estar “lá”, ou por se estar no presente desejando estar no futuro. É uma divisão que corta a pessoa por dentro. Criar e viver com essa divisão é insano. O fato de que todas as pessoas estão agindo assim não torna ninguém menos insano. (Eckhart Tolle do livro “O Poder do Agora”)
Nada lá fora vai conseguir nos trazer satisfação, exceto por um tempo e de modo superficial. Mas talvez você precise passar por muitas decepções antes de perceber a verdade. (Eckhart Tolle do livro “O Poder do Agora”)