sábado, 4 de agosto de 2012

A vida tem tantos tesouros


A vida é um fio de navalha e temos que andar por este caminho com cuidado extraordinário e com uma sabedoria flexível. 
A vida é tão rica, tem tantos tesouros, nós vamos até ela com o coração vazio; não sabemos como satisfazer nosso coração com a abundância da vida. Somos pobres interiormente, e quando as riquezas nos são oferecidas, nós recusamos. O amor é uma coisa perigosa, ele traz a única revolução que dá felicidade completa. Tão poucos de nós são capazes de amar, tão poucos querem amar. 
O amor é um estado de ser no qual todos os problemas são resolvidos. Nós vamos ao poço com um dedal, e assim a vida se torna um negócio de mau-gosto, insignificante e trivial. 
Que lugar adorável a terra poderia ser, pois há tanta beleza, tanta glória, tanta amorosidade imperecível. Nós estamos presos na dor e não nos importa sair fora dela, mesmo quando alguém nos aponta uma saída. 
Nada pode estragar o amor, pois tudo se dissolve nele – o bom e o mau, o feio e o bonito. É a única coisa que é a sua própria eternidade. 
(Krishnamurti)

Dez doenças espiritualmente transmissíveis


Por Mariana Caplan, Ph.D.
Autora de “Eyes Wide Open” (Olhos Bem Abertos)
Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual
É uma selva lá fora, e não deixa de ser uma verdade a respeito da vida espiritual como qualquer outro aspecto da vida. Será que realmente pensamos que só porque alguém tem meditado por cinco anos, ou feito 10 anos de prática de ioga, que será menos neurótico que outra pessoa? Na melhor das hipóteses, talvez eles serão um pouco mais conscientes disso. Um pouco.
É por esta razão que eu passei os últimos 15 anos de minha vida pesquisando e escrevendo livros sobre cultivo de discernimento sobre o caminho espiritual em todas as áreas pedregosas – poder, sexo, iluminação, gurus, os escândalos, a psicologia, a neurose - mesmo que a sério, mas simplesmente confusas e inconscientes, as motivações no caminho. Meu sócio (autor e professor Marc Gafni) e eu estamos desenvolvendo uma nova série de livros, cursos e práticas para trazer mais esclarecimentos para essas questões.
Vários anos atrás eu passei um verão vivendo e trabalhando na África do Sul. Após a minha chegada, fui imediatamente confrontada com a realidade visceral que eu estava no país com a maior taxa de homicídios do mundo, onde o estupro é comum e mais de metade da população era HIV-positivo – homens e mulheres, gays e heteros iguais .
Como eu vim a conhecer centenas de mestres espirituais e milhares de praticantes espirituais através do meu trabalho e viagens, fiquei impressionada pela maneira em que as visões espirituais, perspectivas e experiências tornam-se da mesma forma “infectadas” por “conceitos contaminantes” – compondo um relacionamento confuso e imaturo para princípios espirituais complexos que podem parecer bem invisíveis e insidiosos como uma doença sexualmente transmissível.
As seguintes 10 categorizações não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente.
1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. A espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.
2. Falsa Espiritualidade: a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.
3. Motivações Confusas: Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser “o único”.
4. Identificando-se com Experiências Espirituais: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos,isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e / ou que trabalham como professores espirituais.
5. O Ego Espiritualizado: Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é “à prova de bala.” Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos e impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.
6. Produção em Massa de Professores Espirituais: Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou mestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e – bam! – Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual .
7. Orgulho Espiritual: O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que “Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual”.
8. Mente de Grupo: Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o “espírito de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo.
9. O Complexo de Povo Escolhido: O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que “O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.” Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.
10. O Vírus Mortal: “Eu Cheguei”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “Eu cheguei” na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.
“A essência do amor é a percepção”, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, “Portanto, a essência do amor próprio é a auto percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente – incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar “.
É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.
Por Mariana Caplan

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Seja você mesmo


Simplesmente seja você mesmo e isso é o bastante.
Você é aceito pelo sol, você é aceito pelas estrelas, você é aceito por todo este universo.
Você é aceito pelo oceano, você é aceito pela terra, você é aceito pelas árvores.
Simplesmente deleite-se neles.
Aceite humildemente sua imperfeição, suas fraquezas, seus fracassos.
Não há necessidade de fingir o contrário.
Seja simplesmente você mesmo.
É assim que eu sou, o que há de errado nisso?
Você é simplesmente humano.
Quando você se aceita, você é capaz de aceitar os outros.
Aceitando-os, você irá ajudá-los a aceitar a si mesmos.
Podemos provocar esta mudança: você se aceita e aceita os outros.
E porque alguém os aceita, eles aprendem quanta paz se sente, e começam a aceitar os outros.
Se a humanidade toda chegar a esse ponto em que cada um seja aceito, boa parte da infelicidade irá simplesmente desaparecer, os corações se abrirão e o amor estará fluindo.
Osho

A maneira como você está vivendo cria sua doença


Felicidade é a natureza do homem. Você não precisa se preocupar absolutamente sobre a felicidade, ela já está presente. Ela está em seu coração – você só precisa parar de ser infeliz, você precisa parar o funcionamento do mecanismo que cria a infelicidade.
Contudo, ninguém parece estar preparado para isso. As pessoas dizem, “Quero a felicidade”. Isso é como se você dissesse, ‘Eu quero saúde’ – e você continua se apegando à sua doença e você não permite a doença ir embora.
Se o doutor prescreve o remédio, você o joga fora; você nunca segue nenhuma receita. Você nunca vai para um passeio matinal, você nunca vai nadar, você nunca vai correr na praia, você nunca pratica qualquer exercício. Você continua comendo obsessivamente, você continua destruindo sua saúde – e continuamente você segue perguntando onde encontrar saúde. Mas você não muda o mecanismo que cria a enfermidade.
Saúde não é alguma coisa a ser alcançada em algum lugar, ela não é um objeto. Saúde é um jeito de viver totalmente diferente. A maneira que você está vivendo cria enfermidade, a maneira que você está vivendo cria miséria.
Por exemplo, as pessoas chegam para mim e dizem que gostariam de ser felizes, mas elas não podem abandonar seus ciúmes. Se você não pode abandonar seu ciúme, o amor nunca irá crescer – as ervas daninhas do ciúme destruirão a rosa do amor. E quando o amor não cresce, você não pode ser feliz. Porque quem pode ser feliz sem o amor crescer? A menos que essa rosa floresça em você, a menos que essa fragrância seja liberada, você não pode ser feliz.
Agora as pessoas querem felicidade – mas apenas por querer, você não pode obtê-la. Querer não é o bastante. Você terá que penetrar no fenômeno da sua miséria, como você a cria – como em primeiro lugar você se tornou miserável, como você continua se tornando miserável a cada dia – qual é a sua técnica?
Porque felicidade é um fenômeno natural – se alguém está feliz não há nenhuma habilidade nisso, se alguém está feliz, não necessita de nenhum talento para ser feliz.
Os animais são felizes, as árvores são felizes, os pássaros são felizes. Toda a existência é feliz, exceto o homem. Somente o homem é tão engenhoso para criar infelicidade – ninguém mais parece ser tão talentoso. Portanto, quando você está feliz, isso é simples, é inocente, não é nada para se gabar. Mas quando você está infeliz, você está fazendo grandes coisas a si mesmo; você está fazendo algo realmente difícil.
Osho

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A GRAVIDEZ DE ESPÍRITOS - Paulo da Silva Neto Sobrinho



Numa reunião de estudos doutrinários, em nossa casa espírita, um freqüentador  dirigiu-nos a seguinte pergunta: poderia ocorrer gravidez de espíritos? Ao que lhe respondemos: até onde nós sabemos não. Retrucou-nos: mas existe um livro espírita, citando-lhe o título, que fala disso. Não sabia, dissemos-lhe, entretanto, vamos procurar estudá-lo, pois não podemos emitir opinião sobre algo de que não temos conhecimento.

Fomos então buscar a informação no livro Infinitas Moradas, do qual transcreveremos uma parte. É um trecho específico do diálogo entre o Dr. Inácio Ferreira com Odilon Fernandes, ambos já na condição de espíritos desencarnados. Iniciamos com a fala de Dr. Inácio: 
- Com tanta grandeza acima de nossas cabeças e nós insistindo em continuar a ver o que temos sob os pés!... Por mais me esforce, eu não entendo esse pessoal que deixa o corpo e prossegue na mesma... Não era para que, deste Outro Lado, tivéssemos hospitais, vales de expiação e nem tampouco regiões trevosas. Nem esses nossos irmãos com problemas de deformidade no corpo espiritual, ao ponto de necessitarem praticamente de um novo nascimento por aqui, com a finalidade de readquirirem a forma humana, antes de um novo mergulho na carne.

- É um tema que transcende este, Inácio, sobre o qual, infelizmente, não devemos nos aprofundar com os nossos companheiros encarnados que, a bem da verdade, ainda revelam dificuldade para aceitar a Reencarnação como ela é... Eles não entenderiam a “gravidez” perispiritual nas regiões inferiores, onde seres que padecem aberrações de forma carecem de um renascimento como recurso terapêutico. Deixemos que a semente da idéia floresça naturalmente. Se se “morre” por aqui, por que também não se renasceria?...

- Ou nasceria não é?

- Sim, ou nasceria, pois, se os Espíritos Superiores confirmaram a Allan Kardec que em a Natureza nada dá saltos, como explicar-se, por exemplo, sem elementos de transição em nosso Plano, a primeira encarnação humana do princípio espiritual? O corpo humano não está apto a receber entidades primárias, sem que o seu organismo perispiritual tenha, antes, humanizado a forma. Os primeiros nascimentos acontecem aqui!... Mas, repito, talvez isto seja muito para a cabeça de quantos ainda não conseguiram, por si mesmos, intuir semelhantes realidade. O assunto tem gerado polêmicas, e não podemos comprometer a tarefa que, apesar dos pesares, tem produzido frutos de significativa qualidade.

- Talvez eu tenha me excedido...

(BACCELLI, 2003, pp. 59-60). (negrito nosso)
Bom, não há dúvida alguma sobre o que o companheiro nos informou a respeito de haver um livro abordando o assunto. Mas cabe-nos o dever de verificar se encontraremos apoio para isso nas obras básicas da codificação, uma vez que, como o próprio Kardec disse, a opinião de um espírito não passa apenas de uma opinião e dela não podemos assentar base para ponto doutrinário.
Inicialmente, veremos que em O Livro dos Espíritos, à pergunta de Kardec se os Espíritos tinham sexo, a resposta dos Espíritos foi: “Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.” (perg. 200, p. 134). Segundo podemos entender dessa resposta, por lhes faltar uma organização física, os espíritos não têm sexo. Se não há sexo, como haveria a relação sexual para a conseqüente fecundação do óvulo pelo espermatozóide? Além disso, onde o gameta fecundado se fixaria?
Mais à frente, quando o assunto é a evolução do princípio inteligente, especificamente no momento que ele sai do reino animal para estagiar no reino hominal, Kardec pergunta (607b) aos espíritos se o período de humanização principia na Terra. Ao que respondem que “a Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período da humanização começa, geralmente, em mundos ainda inferiores à Terra” (p. 300).
Vindo do reino animal, obviamente, com um perispírito adequado àquele reino, ele, o princípio inteligente, não se liga a um corpo humano igual ao nosso, mas a um corpo humano muito mais próximo ao dele, adaptado às condições dos planetas primitivos. Esse corpo humano, tão próximo do dos animais, não oferece nenhuma dificuldade de adaptação a esse novo estágio evolutivo pelo qual ele passa. Certamente que isso não ocorre de um dia para o outro, mas em milhares de anos sem que haja solução de continuidade: “tudo se encadeia na Natureza”. Foi o que aconteceu aqui na Terra, quando ainda era um planeta primitivo, com os seres dos quais descendemos, que mais pareciam animais que propriamente seres humanos da forma que somos hoje. Kardec tecendo considerações sobre a hipótese da origem do corpo humano, disse que “como em a Natureza não há transições bruscas, é provável que os primeiros homens aparecidos na Terra pouco diferissem do macaco pela forma exterior e não muito também pela inteligência.” (A Gênese, p. 213).
Em O Céu e o Inferno, no capítulo II, da segunda parte, quando dos relatos sobre as manifestações dos Espíritos Felizes, encontramos a afirmativa de que “os Espíritos não se reproduzem” e que “os Espíritos não podem ter sexo”. Kardec, em nota explica: “Sempre disseram que os Espíritos não têm sexo, sendo este apenas necessário à reprodução dos corpos. De fato, não se reproduzindo, o sexo ser-lhes-ia inútil.” (p. 183).Assim, fica claro que os espíritos não se reproduzem, por conseguinte, não há como se falar em gravidez de espírito, que se ocorresse, aí sim, teríamos a tal gravidez perispiritual.
Novamente, encontraremos Kardec falando sobre o assunto, agora na Revista Espírita: 
As almas ou Espíritos não têm sexo. As afeições que as une nada têm de carnal, e, por isto mesmo, são mais duráveis, porque são fundadas sobre uma simpatia real, e não são subordinadas às vicissitudes da matéria.
[...]
Os sexos não existem senão no organismo; são necessários à reprodução dos seres materiais; mas os Espíritos, sendo a criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros, é por isto que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual. (Revista Espírita 1866, p. 3). (negrito nosso).
 Esse último parágrafo resume tudo quanto poderíamos buscar na codificação, não precisaríamos de mais nada, entretanto, vamos continuar com a nossa pesquisa.
Vamos agora recorrer ao espírito André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier, para elucidarmos ainda mais esse assunto. Cita uma situação onde será necessário recompor a forma espiritual humana, conforme podemos ler quando ele fala sobre o monodeísmo: 
Estabelece-se nele o monoideísmo pelo qual os outros desejos se lhe esmaecem no íntimo.
Pela oclusão de estímulos outros, os órgãos do corpo espiritual se retraem ou se atrofiam, por ausência de função, e se voltam, instintivamente, para a sede do governo mental, onde se localizam, ocultos e definhados, no fulcro dos pensamentos em circuito fechado sobre si mesmo, quais implementos potenciais do germe vivo entre as paredes do ovo.
Em tais circunstâncias, se o monoideísmo é somente reversível através da reencarnação,...
[...]
Nesse período, afirmamos habitualmente que o desencarnado perdeu o seu corpo espiritual, transubstanciando-se num corpo ovóide, o que ocorre, aliás, a inúmeros desencarnados outros, em situação de desequilíbrio,... (XAVIER, 1987,  pp. 90-91). (negrito nosso).
Portanto, alguns espíritos perdem a forma perispiritual humana para se transformarem em ovóides. Poderiam eles reencarnar nessas condições? Teriam a necessidade de retomar à forma humana? Enfim, o que acontecerá na presente situação? Vamos continuar recorrendo a André Luiz que, mais à frente, diz da necessidade da reencarnação, de uma forma geral: 
FORMA CARNAL - Todavia, assim como o germe para desenvolver-se no ovo precisa aquecer-se ao calor da ave que o acolha maternalmente ou do ambiente térmico apropriado, no recinto da chocadeira, e assim como a semente, para liberar os princípios germinativos do vegetal gigantesco em que se converterá, não prescinde do berço tépido no solo, os Espíritos desencarnados, sequiosos de reintegração no mundo físico, necessitam do vaso genésico da mulher que com eles se harmoniza, nas linhas da afinidade e, conseqüentemente, da herança, vaso esse a que se aglutinam, mecanicamente, e onde, conforme as leis da reencarnação, operam em alguns dias todas as ocorrências de sua evolução nos reinos inferiores da Natureza.
Assimilando recursos orgânicos com o auxílio da célula feminina, fecundada e fundamentalmente marcada pelo gene paterno, a mente elabora, por si mesma, novo veículo fisiopsicossomático, atraindo para os seus moldes ocultos as células físicas a se reproduzirem por cariocinese, de conformidade com a orientação que lhes é imposta, isto é, refletindo as condições em que ela, a mente desencarnada, se encontra.
Plasma-se-lhe, desse modo, com a nova forma carnal, novo veículo ao Espírito, que se refaz ou se reconstitui em formação recente, entretecido de células sutis, veículo este que evoluirá igualmente depois do berço e que persistirá depois do túmulo. (XAVIER, 1987,  pp. 91-92). (negrito nosso)
Deixa clara a questão do espírito ter que cumprir a lei da reencarnação, entrando novamente num corpo feminino, via óvulo fecundado, para seguir o curso normal do processo reencarnatório. E, em especial, para os casos dos espíritos em forma de ovóides ele diz: 
Os Espíritos categoricamente inferiores, na maioria das ocasiões, padecendo monoideísmo tiranizante, entram em simbiose fluídica com as organizações femininas a que se agregam, experimentando o definhamento do corpo espiritual ou o fenômeno de “ovoidização”, sendo inelutavelmente atraídos ao vaso uterino, em circunstâncias adequadas, para a reencarnação que lhes toca, em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade, como acontece à semente, que, após desligar-se do fruto seco, germina no solo, segundo os princípios organogênicos a que obedece, tão logo encontre o favor ambiencial. (XAVIER, 1987,  pp. 152-153). (negrito nosso).
Assim é que, mesmo neste caso, há a necessidade da ligação do espírito em forma de ovóide com o óvulo já fecundado, sem outro procedimento a não ser a redução perispiritual. Interessante é que há para os reencarnantes, o ato de “restringimento do corpo espiritual” para ligá-lo ao óvulo. Curioso é que o processo de redução perispiritual para a reencarnação é bem semelhante ao da ovoidização por fixação mental do espírito, ainda preso a sentimentos inferiores, dos quais, parece, não querer largar mão.
Podemos ainda, para corroborar isso, trazer mais a informação ditada pelo espírito Adamastor: 
A ovoidização é uma das pungentes enfermidades que pode acometer o espírito depois da morte. Consiste na perda da consciência ativa, quando o eu consciente desmorona-se completamente, em decorrência de atrozes e insuportáveis sofrimentos, voltando-se sobre si mesmo, anulando-se e perdendo todo o contato com a realidade. A atividade consciente da alma entra em letargia, refugiando-se nas camadas do subconsciente. O pensamento contínuo se fragmenta, perdendo seu fio de condução, e a estrutura perispiritual se desfigura completamente, desfazendo sua natural conformação humana, adquirindo o formato aproximado de um ovo, cujas dimensões se aproximam de um crânio infantil. O processo é em tudo semelhante ao das bactérias que se encistam diante de condições adversas de vida, aguardando novas oportunidades para retornarem à atividade normal. A ovoidização é processo incurável no plano espiritual, sendo uma das mais graves enfermidades de nosso mundo, e somente pode ser revertido em reencarnações expiatórias, quando o espírito reencontra-se com novo ambiente de manifestação e pode refazer o metabolismo do seu consciente. Várias reencarnações, porém, se consomem em tentativas frustradas, de modo que a perda evolutiva é imensa para estes infelizes seres. Muitos regridem a condições tão primárias da vida humana que necessitam reencarnar entre povos primitivos, a fim de suportar-lhes a grave patologia, sem de desfazerem em malformações congênitas incompatíveis com a biologia humana. [...] (FREIRE, 2002, p. 28). (negrito nosso).
Juntamos, também, a essa nossa pesquisa, o pensamento do escritor espírita Eurípides Khül, em seu estudo do capítulo XII – Alma e desencarnação, do livro Evolução em dois mundos. Leiamos: 
5) O que são os ovóides e qual a origem de sua existência no mundo espiritual?
R - Ovóides são os espíritos que, ainda na fase primitiva da evolução, assumem a forma de ovo, após a desencarnação, em conseqüência de sua incapacidade em se adaptar à nova maneira de viver, agora no mundo espiritual. A idéia fixa, única, auto-hipnotizante, de renascer na carne, mantém o seu psiquismo ligado na vida carnal e magnetiza-lhe a mente, reprimindo outros estímulos aos órgãos do corpo espiritual, que se retraem e atrofiam, por falta de função. Voltam-se, então, esses órgãos, para a mente, onde se deixam dominar pelos pensamentos. Suas células são atrofiadas pela idéia única de retorno ao veículo físico. É um processo semelhante ao encolhimento do perispírito por ocasião da reencarnação. Enquanto perdura esta situação, o espírito perde a forma humana, assumindo a forma ovóide. O formato de ovo se explica por ser este o berço onde se dá inicio ao processo de renascimento de vários seres, inclusive do próprio homem, que tem o seu corpo físico gerado no óvulo da mãe. Daí por que a mente desses espíritos, fixados na idéia de renascerem para a vida física, plasmam a forma ovóide.
Assim permanecem até que surja nova oportunidade reencarnatória. Com o processo de reencarnação iniciado, assimilam novos recursos orgânicos, utilizando-se do auxílio de células dos pais. Sua mente passa a elaborar o novo veículo fisiológico, em moldes cuja orientação lhe é imposta. Plasma, desta maneira, nova forma carnal, novo veículo físico, para o que refaz e reconstitui o perispírito, readquirindo a forma humana.
André Luiz compara essas criaturas a algumas bactérias que, apartadas do seu meio ambiente, tornam-se incólumes ao frio e ao calor, mantendo-se imóveis por longos períodos, mas que entram em atividade tão logo sejam alocadas no ambiente que lhes seja peculiar.
6) Como é plasmada a nova forma carnal na qual o espírito reencarnante se expressará?
R - Para que se dê o processo reencarnatório que o libertará da forma ovóide, o espírito reencarnante necessita do organismo genésico da futura mãe, com a qual tem afinidade e da qual herdará características físicas, para assimilar recursos orgânicos através da célula feminina, fecundada pelo gene paterno. Sua mente, então, elabora, por si mesma, novo veículo fisiopsicossomático, atraindo células físicas que se reproduzem de conformidade com a orientação que lhe é imposta e refletindo o seu estado evolutivo. Plasma, assim, a nova forma carnal, que irá repercutir no perispírito, através de células sutis, promovendo alterações no corpo espiritual desde o renascimento e que irão perdurar após o túmulo.

Portanto, temos aqui, pela opinião desse autor, que é necessária a reencarnação para que o espírito assuma novamente a forma perispiritual humana.

À dúvida do Dr. Inácio: “E nascem criança por aqui?...”, respondeu André Luiz: “É claro que sim,...” (BACCELLI, 2002, p. 215), não deixa dúvida de que se fala mesmo da gravidez como algo real. Entretanto, por esse estudo, concluímos que a gravidez perispiritual de espíritos, seguindo-se a idéia do que ocorre aqui na terra, não é uma possibilidade real, porquanto, são outras as leis que regem o mundo espiritual. Aliás se ela ocorresse só poderia ser mesmo a nível perispiritual, já que o corpo do espírito, na dimensão espiritual, é o perispírito.  Obviamente, essa não deixa de ser também uma opinião pessoal, mas nosso objetivo não é levar o leitor a aceitá-la, apenas provocar-lhe uma reflexão sobre o assunto, de forma a encontrarmos uma solução para o problema levantado. E, que fique claro, que não estamos contra ninguém, apenas analisamos as opiniões, o que certamente, acontecerá conosco em relação ao que aqui estamos falando. 

Referências Bibliográficas
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: FEB, 1995.
KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Rio de Janeiro: FEB, 1995.
KARDEC, A. A Gênese, Rio de Janeiro: FEB, 1995.
KARDEC, A. Revista Espírita 1866, Araras - SP: IDE, 1993.
XAVIER, F. C. Evolução em dois mundos, Rio de Janeiro: FEB, 1987.
BACCELLI, C. A. Infinitas Moradas, Uberaba – MG: LEEPP, 2003.
BACCELLI, C. A. Na próxima dimensão, Uberaba – MG: LEEPP, 2002
FREIRE, G. T. Ícaro redimido: a vida de Santos Dumont no Plano Espiritual, Belo Horizonte: Ediame, 2002.
(Publicado na Revista Espiritismo & Ciência nº 51, ago/2007, pp. 28-33)

Publicado nesta HP A ERA DO ESPÍRITO, com a autorização do autor.


SÍNDROME DE HIPERVENTILAÇÃO (SHV)


O que é síndrome de hiperventilação?

A síndrome de hiperventilação (SHV) é uma das causas mais comuns de falta de ar; muitos pacientes procuram a emergência por SHV, que resulta em ataques de falta de ar.
Uma pessoa normal respira de 6 a10 litros de ar por minuto, o que se chama ventilação. A ventilação é rigorosamente controlada pelo comando respiratório, um marca-passo que fica localizado no tronco cerebral. O objetivo da ventilação é regular o gás carbônico no sangue em níveis estreitos. A SHV, como classicamente definida, implica uma ventilação excessiva com queda do gás carbônico no sangue (CO2), resultando em diversas alterações no organismo, que podem ser reproduzidas pedindo-se ao paciente que respire profunda e rapidamente por 3 a 4 minutos. Nos últimos anos, por medida instantânea do gás carbônico através de sensores colocados na pele, demonstrou-se que, em muitos pacientes, o gás carbônico não cai durante os ataques de falta de ar, ou a queda acontece depois de iniciada a crise. Uma melhor designação para a síndrome seria de dispnéia (falta de ar) psicogênica ou comportamental. O comando da respiração sofre influêcias de diversas regiões superiores do cérebro e certas emoções como ansiedade podem desencadear os sintomas. Por sua vez, o comando respiratório tem sensibilidade variável em diferentes pessoas, o que facilita o desenvolvimento desta condição em pessoas com comando respiratório mais sensível.
Os sintomas da SHV e doença do pânico se sobrepõem consideravelmente, embora as duas condições sejam distintas. Aproximadamente 50% dos pacientes com distúrbio do pânico e 60% dos pacientes com agorafobia (comportamento de evitar lugares ou situações onde o escape seria difícil caso se tenha uma crise de pânico ou algum mal estar ou embaraço), manifestam hiperventilação como parte de seus sintomas, enquanto que apenas 25% dos pacientes com SHV manifestam doença do pânico.
Quais são os sintomas da SHV?
Pacientes com SHV crônica freqüentemente são submetidos a inúmeros exames na tentativa de esclarecimento da causa da falta de ar. Como a dor torácica pode ocorrer, exames para doença coronariana, como teste ergométrico e até angiografia são freqüentes. Pacientes com SHV aguda, que procuram um pronto-socorro, recebem o rótulo de neuróticos e são dispensados com o alerta de que “nada há de errado com seu organismo”, isto é, uma causa orgânica não foi encontrada e, portanto o quadro seria irrelevante do ponto de vista médico.
A doença é mais freqüente em mulheres, numa proporção de 7:1 e ocorre mais freqüentemente entre 15 a 55 anos de idade.
Os sintomas são:
  • Pacientes com SHV aguda podem apresentar agitação e ansiedade intensas.
  • Mais frequentemente, a história é de início súbito de dor torácica, falta de ar, ou sintomas neurológicos - tonturas, fraqueza, formigamentos, ou ameaça de desmaio - após um evento estressante.
  • Pacientes com SHV crônica se apresentam com sintomas semelhantes de dor torácica, falta de ar ou distúrbios neurológicos recorrentes, que se repetem ao longo do tempo.
  • Hiperventilação aguda
    • Os pacientes frequentemente têm sintomas dramáticos, com agitação, hiperventilação, incapacidade de encher os pulmões, respiração rápida, dor torácica, chiado, vertigem, palpitações, câimbras com contratura dos dedos, formigamento em torno da boca e de extremidades, fraqueza generalizada, e desmaio. O quadro às vezes é confundido com crise de asma. A queda do gás carbônico pode resultar em broncoespasmo. A asma, por sua vez, pode se acompanhar de sintomas da SHV.
    • O paciente freqüentemente se queixa de sufocação. Um evento precipitante emocional freqüentemente pode ser identificado.
  • Sintomas cardíacos
    • A dor torácica associada com a SHV usualmente é incaracterística, mas às vezes pode imitar uma angina típica. Ela tende a durar horas ao invés de minutos. É frequentemente aliviada mais do que provocada por exercício. Normalmente não melhora com medicamentos para angina.
    • O diagnóstico de SHV de ser considerado em pacientes jovens sem fatores de risco para doença coronariana, especialmente na presença de outros sintomas da SHV.
    • A SHV pode resultar em alterações no eletrocardiograma que confundem o médico. A SHV é mais freqüente em portadores de prolapso da válvula mitral, e a dor torácica nesta situação pode se dever a hiperventilação.
    • Uma condição séria que pode resultar em falta de ar súbita e alguns sintomas de SHV é a embolia pulmonar, que deve ser afastada na presença de fatores de risco (ver embolia pulmonar).
  • Sistema nervoso central
    • A redução do gás carbônico no sangue causa redução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Vertigem, fraqueza, confusão e agitação são comuns.
    • Os pacientes podem relatar sensação de despersonalização (fuga de si mesmo) e podem experimentar alucinações visuais.
    • Raramente, desmaio ou convulsão podem ser provocadas por hiperventilação.
    • Ideações catastróficas (idéias de que coisas muito ruins irão acontecer com o próprio indivíduo) são comuns.
    • Parestesias (formigamentos) ocorrem mais frequentemente nas extremidades superiores e são geralmente bilaterais. Quando unilaterais ocorrem em geral à esquerda.
    • Formigamento em torno da boca é muito comum.
  • Sintomas gastrintestinais
    • Eructações, distensão abdominal e flatos podem resultar da deglutição exagerada de ar
    • Boca seca pode ocorrer com respiração bucal e ansiedade
    • Outras alterações como fasciculações musculares, fraqueza generalizada ocorrem por efeito de distúrbios metabólicos.
  • Hiperventilação crônicaO diagnóstico é mais difícil. Os pacientes se queixam de:
    • Falta de ar
    • Bocejos freqüentes
    • Dor torácica
    • Suspiros freqüentes, com sensação de respiração insatisfatória
    • Muitos pacientes sofrem de distúrbio obsessivo-compulsivo, dificuldades sexuais e conjugais, e pobre adaptação ao stress

O que causa a SHV?
A causa é desconhecida, mas as pessoas afetadas parecem ter uma resposta anormal ao stress e outros fatores desencadeantes. Sob stress, os pacientes com SHV passam a respirar muito mais com o tórax do que com o diafragma, resultando numa distensão exagerada da caixa torácica superior. Este padrão de respiração leva à falta de ar porque respirar distendendo a parte superior do tórax é muito mais difícil. Receptores situados nos pulmões e na caixa torácica disparam mensagens de “alarme de sufocação” para o cérebro. Diversos transmissores são liberados pelo organismo levando a palpitações, tremor, ansiedade e suor excessivo.
Como é feito o tratamento?
Na SHV aguda, a procura do Pronto-Socorro é recomendada, para que condições mais graves como enfarte, embolia pulmonar e pneumotórax sejam excluídas.
Respirar em um saco de papel, para impedir queda do gás carbônico, não é recomendado, podendo causar queda importante do oxigênio no sangue e mesmo morte. É ineficaz.
Uma explicação a respeito dos sintomas deve ser feita para o paciente.
A provocação dos sintomas por hiperventilação voluntária por 3-4 minutos frequentemente convence o paciente do diagnóstico, mas o teste pode ser negativo.
O paciente deve ser instruído para praticar respiração abdominal, usando o diafragma mais do que a parede torácica, o que melhora a falta de ar e os sintomas associados. A respiração diafragmática reduz a freqüência respiratória (figura), distrai o paciente durante as crises, e dá ao paciente uma sensação de autocontrole durante os episódios. Esta técnica é eficaz em muitos pacientes. O paciente deve procurar um profissional (ex. fisioterapeuta), que reforce a respiração diafragmática ou praticar Yoga que reforça o relaxamento e a respiração diafragmática.
Os usos de ansiolíticos podem trazer alívio para o stress, mas o uso prolongado deve ser feito com cuidado. Diversos estudos mostraram sua ineficácia na SHV.
Terapia para redução do stress, beta-bloqueadores, antidepressivos (quando há síndrome do pânico associada são essenciais) e retreinamento respiratório pode reduzir os sintomas e a freqüência das crises. Consulta com psicólogo ou psiquiatra é recomendada.

ENCONTRANDO UMA CONEXÃO MAIS PROFUNDA COM OESPÍRITO

MestreOphelius
Michigan,Estados Unidos
25de Março de 2012.
Recebidopor Chris
Mestre Ophelius: “A mensagem de hoje se trata deencontrar esta conexão mais profunda com o Espírito, o que muitos de vocês,estudantes no caminho, gostariam de experienciar, mas acham difícil, eaparentemente ilusória, chegando às vezes quando menos vocês esperam. A únicamaneira segura de ter esta conexão mais profunda é simplesmente estar conectadomais frequentemente. Como podemos estar mais conectados? Dirigindo os nossospensamentos e sentimentos às coisas do Espírito e termos um dialogo aberto como Ser que vocês chamam de Deus.
Para a maioria, não há outro modo, meus amigos, a não serexercitar o músculo da fé. Vocês devem estar vigilantes em sua determinação debuscar esta conexão, e com esta busca deve haver um propósito e intenção clara.Deve também haver espaço na mente para o alimento da alma. Estar constantementeocupado e ligado à mídia, não deixa espaço para esta conexão. É vital prepararum espaço para isto e honrar o seu compromisso de comunhão com Deus.
Estar conectado com o Espírito é sentir o que o espíritosente. O Espírito sente unidade – que somos todos um e também que somos todosamados. Todos compartilham a vida com o Criador e assim, tudo o que o Espíritoquer é ajudar as partes do todo a encontrar o equilíbrio com perfeição.
Os passos para construir uma conexão mais profunda são:
Orem sem cessar. Isto é realmente possível? Pode não serpossível rezar incessantemente, porque vocês devem participar dos deveres davida na Terra, mas se lembrarem de fazer isto tão frequentemente quantopossível, mantendo esta frase na mente, vocês poderão construir uma conexão queé tremendamente poderosa e começarão a ver os modos com que o Espírito opera emsua vida e naqueles pelos quais oram.
Cultivem a compaixão. A fim de que real e genuinamenteamem os outros, vocês devem ter compaixão pelas suas fraquezas. Se desejamreceber amor, misericórdia e bondade de Deus, vocês devem mostrar amor,misericórdia e bondade para com os seus companheiros. O que vocês dão, recebemde volta.
Sirvam abnegadamente. Vocês não podem ficar quietos e seesconderem na solidão, mantendo a luz para si. Somente quando compartilham a sabedoria,podem ganhar sabedoria, pois somente em serviço, podem ter a realização deexperiências para a alma, e experiência É sabedoria. Servir desinteressadamente– sem esperar algo em troca é imitar o Espírito, pois Deus dá a vida a todos,sem restrições e assim igualar-se ao Espírito é ser semelhante a Deus.
Pratiquem a quietude regularmente. Ao oraremincessantemente todos os dias, cultivarem a compaixão pelos seus companheiros eservirem abnegadamente às necessidades dos outros, vocês devem reservar umtempo em meditação, para comungar com o Criador e receberem os dons doEspírito. Esta é a recompensa, meus amigos, pois viver uma vida espiritualconduz ao amor. É onde vocês compartilham as suas experiências com o Criador eonde os seus potenciais espirituais são expandidos. É onde se encontra aconexão mais profunda e este é o objetivo da alma que busca Deus. Esta é averdadeira adoração – ter uma conexão com o Criador e experienciar umrelacionamento pessoal com Deus no interior.
Todos podem ter esta conexão mais profunda. Integremestes passos a sua vida diária e encontrarão uma existência mais rica, maissignificativa, mais amorosa, mais cheia de alegria, que continuará asurpreendê-los durante todos os dias de sua vida – aqui e na vida futura.
Que a Paz esteja com vocês,
O Círculo dos Sete
Grupo de Progresso 11:11
“A doação de si mesmo, a iluminação da verdade e o alíviodo sofrimento são os caminhos mais nobres para a consciência mais elevada” –Mestre Ophelius
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PARE DE RECLAMAR E MUDE A SUA VIDA!


Uma pessoa que deseja realmente crescer, melhorar e evoluir deve, em primeiro lugar e acima de tudo, desejar genuinamente que algumas mudanças ocorram em sua vida. Para tanto, ela deve saber que as mudanças externas, sejam em relação ao trabalho, à situação financeira, ao relacionamento com pais, filhos, namorado, enfim, sejam em qualquer área de sua vida, é essencial que haja, antes, uma mudança interna.
Ou seja, que ela mude sua forma de pensar, de agir e de se comportar diante da vida. Tem uma frase da Programação Neurolingüística (PNL) que diz assim:
Se você continuar tendo as mesmas atitudes que sempre teve, vai continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obteve.
Isso significa que para obter novos resultados é preciso ter novas atitudes!
Certamente, muitas pessoas pensarão: Ah, mas isso é óbvio! No entanto, fico impressionada com a quantidade de pessoas que tenho visto reclamando da situação em que se encontram, da vida que têm levado e das conquistas que gostariam de fazer e não conseguem... Essas pessoas parecem estar sofrendo de uma espécie de surdez, cegueira e mudez!
E mais: de certa forma, parecem estar com uma paralisia mental e espiritual. Reclamam, reclamam e reclamam, mas não se arriscam a mudar absolutamente nada! Continuam fazendo tudo igual, todos os dias, automaticamente, como se fossem máquinas, como se por trás dessas atitudes não houvesse uma nobre missão a ser cumprida, como se a vida fosse uma seqüência de atitudes sem sentido e mecânica...
E, muitas vezes, não é por falta de recursos ou de sugestões. Se a gente sugere um livro, dizem que não têm tempo. Se a gente sugere um curso, dizem que não têm tempo ou não estão com ânimo, que estão cansadas ou até que acham uma bobagem... Se a gente sugere um passeio ou um comportamento diferente, mostram-se desinteressadas ou, de repente, surgem vários compromissos do tipo: tenho que fazer a unha, preciso visitar o túmulo do vizinho da minha tia, preciso pintar a minha casa de roxo porque disseram que dá sorte!.
Enfim, escuto as desculpas que essas pessoas arrumam com praticamente o mesmo peso que as piadas acima...
Pois eu gostaria de ser um pouco menos educada e dizer umas boas para algumas pessoas que pensam que o ouvido dos outros é penico e desperdiçam os seus dias reclamando de tudo e nada fazem para mudar, para conquistar o que desejam (ou o que nem sabem que desejam, pois estão sempre mais interessadas em falar daquilo que não desejam mais!).
Aproveito então para sugerir em bom tom que se você não está satisfeito com a vida que tem levado, se deseja realmente mudar, melhorar, tornar-se uma pessoa mais feliz, que você comece a agir de modo diferente! Não sabe como?!? Tudo bem... isso não é motivo para desistir!
Procure ajuda, leia, faça cursos, observe pessoas bem-sucedidas, procure uma terapia (existem muitas), enfim, pare de reclamar e de poluir o planeta com suas frustrações e saiba, de uma vez por todas, que as mudanças em sua vida dependem de você. Você é o único responsável por ela!!! E, de coração, muita luz e amor para você, além de meus sinceros parabéns!, pois mudar é uma atitude digna de elogios!

 POR CARLA  é terapeuta Holística




SONHE...ACREDITE...MELHORE...QUESTIONE...


 Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver,
em fim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete.
Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo,
intolerância e irritabilidade exercem sobre você.
Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; 
quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo.
É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção.
Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.
Augusto Cury




GAYA SAGRADA MÃE

*Recebi por e-mail
"Gaya, cujo significado é de "seios fartos", é uma antiga deusa grega da agricultura, da fertilidade e do casamento. Seu nome ainda é usado nos dias de hoje para designar com reverencia o nosso planeta. Mantendo sua atração universal, GAYA é tanto a colheita quanto a semente dessa terra verdejante. Deusa da cura, dos sonhos e da maternidade: ela personifica tudo o que é feminino e cheio de potencial. Adorada em Delfos, GAYA era considerada o maior dos oráculos. Sua capacidade de nos nutrir está atualmente ameaçada devido ao modo como abusamos de suas dádivas. GAYA clama pela cura, tanto e nos mesmos, quanto deste planeta que habitamos" A sacerdotisa Kunhatata "Mulher de Fogo" (este nome foi recebido a partir do batismo do Pajé da Aldeia Guarani Awa Didioco, nome passado pelos espíritos da natureza), desenvolve todos os anos no dia 31 de Outubro uma homenagem em agradecimento à GRANDE MÃE, à força do feminino, dentro de um ritual sagrado nos trazendo a consciência e o amor pela sagrada Mãe Terra a qual simboliza a fertilidade, a comunhão com a natureza e a todos os seres que fazem parte de seu corpo sagrado. Este é um ritual que simboliza a fertilidade para um novo ciclo, se diferencia da comemoração do Halloween e do dia dos mortos, nesse dia, relembramos a importância de reverenciar a Mãe Terra. No ritual são utilizados instrumentos de poder, dentro de sua simbologia à representação arquetípica ligada a ele, o cálice sagrado, que dentro da ritualística representando a energia vital "o sangue"entre outros elementos sagrados. No Brasil esses rituais de fertilidade não são tão celebrados quanto no continente europeu, a sacerdotisa Kunhatata segue uma linha de conhecimento ligada a essas celebrações de ancestralidade européia druidas. "Gaya a Mãe terra, A mágia em forma de mulher, com a força das Deusas" "Pela perfeição que me vens, deslumbra-me, encanta-me, pela beleza me hipnotiza e me leva a ser o homem menino que se apaixona, mas que a respeita e a segue por ser mãe. Cuida de mim, me abençoe e em longos momentos me acolha novamente junto ao seu útero e me refaça, tornando-me o homem sábio que carrega os seus ensinamentos e os dou a todos por serem seus filhos. Sempre GAYA a Mãe ancestral.