quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os alemães sabiam - e aplaudiam - atrocidades do nazismo

No livro 'Apoiando Hitler', historiador reúne provas do apoio do povo ao regime
Cecília Araújo
Corpos em campo de concentração nazista na Alemanha Corpos em campo de concentração nazista na Alemanha (Corbis)
Contrariando estudiosos que dizem que as atrocidades do nazismo eram desconhecidas por grande parte da população alemã, a escritora Christa Wolf declarou certa vez que para saber sobre a Gestapo, os campos de concentração e as campanhas de discriminação e perseguição bastava ler os jornais. Para comprovar essa hipótese, o renomado professor de história da Universidade Estadual da Flórida Robert Gellately reúne provas de que a sociedade tinha acesso a essas informações em seu mais novo livro, Apoiando Hitler: Consentimento e coerção na Alemanha nazista, lançado em julho no Brasil (Ed. Record, tradução de Vitor Paolozzi, 518 páginas, 67,90 reais). De acordo com o autor, Hitler não só divulgou abertamente as ações do governo, que assumira em agosto de 1934, como também conquistou amplo apoio popular para colocá-los em prática. "Ele não queria subjugar os alemães, mas conquistá-los. Para isso, polia os ideais germânicos, construía imagens populares positivas na imprensa e manipulava fobias milenares", pontua Gellately.
Frustrados com o experimento democrático da República de Weimar (1918 a 1933) - instaurada na Alemanha logo após a I Guerra Mundial, herdando todo o peso da derrota do país na disputa, resultando em caos econômico, social e político -, os alemães se mostraram orgulhosos ao enxergar Hitler como um líder que conseguiu lhes devolver a sensação de segurança e normalidade, além de combater o desemprego e a inflação. Ao avaliar um vasto material sobre a polícia secreta e os campos de concentração publicados na imprensa naquele período, Gellately comprova que o povo alemão formou a base sólida do regime nazista. As autoridades não só publicavam histórias de "crime e castigo", como elaboravam uma teoria prisional e policial coerente, racional e científica. Explorando os arquivos da Gestapo, Gellately foi além de qualquer outro historiador. "As provas materiais foram destruídas por toda parte, exceto em três cidades - e foi ali que foquei minhas pesquisas", conta o autor, que revela nesta entrevista ao site de VEJA suas descobertas, consideradas pioneiras.
Divulgação
Robert Gellately é professor de história na Universidade Estadual da Flórida
Gellately é professor de história na Universidade Estadual da Flórida
Como o senhor chegou à polêmica conclusão de que grande parte dos alemães tinha uma imagem clara das atrocidades nazistas? Entre 1933 e 1939, a maioria dos cidadãos sabia sobre os campos de concentração e a Gestapo (polícia secreta do regime nazista), simplesmente porque se podia ler abertamente sobre o assunto na imprensa. Conhecendo o mito "nós não sabemos de nada", fiquei chocado com a quantidade de material que era publicado na imprensa local, regional e nacional. Muito do que aconteceu estava ali - as pessoas apenas ignoravam por rejeitar a informação. Isso porque o regime nazista não ameaçava todos os alemães, apenas grupos minoritários selecionados, incluindo, claro, os judeus. A grande maioria da sociedade tinha pouco a temer. Já durante a II Guerra, entre 1939 e 1945, as informações eram mais encobertas. Não obstante, um grande número de pessoas estava envolvido diretamente com as ações do governo, e as notícias chegavam a qualquer um que quisesse de fato saber o que acontecia por baixo dos panos. Nesse período, os campos de concentração cresceram, ocupando fábricas distantes dos centros urbanos e também no interior de algumas cidades, tornando-se parte da vida cotidiana das pessoas e, portanto impossível de serem ignorados.
Quanto os alemães de fato sabiam sobre os campos de concentração e a Gestapo? Eles sabiam muito. O regime tinha orgulho de sua nova polícia e a celebrava anualmente no "Dia da Polícia Alemã". Um bispo católico chegou a se gabar à congregação sobre como um campo de concentração na região tinha dado à área um novo "sopro de vida". Hitler apostou no apelo popular por meio de um regime baseado no lema "lei e ordem". Não são poucos os que preferem a repressão em nome da lei e da ordem em toda parte do mundo. E nós sabemos que esses recursos podem ser perigosos para pessoas ingênuas e inocentes. Por isso, o terror trouxe muito mais apoio ao nazismo do que tirou. O regime se vangloriava de sua nova abordagem contra criminosos reincidentes, alcoólatras crônicos, criminosos sexuais, desempregados e mendigos. Hitler prometeu "limpar as ruas", e a maioria das pessoas aprovou a medida. Algumas acreditavam de fato no Hitler e no nazismo. Outras queriam proteger seu país e lutar como nacionalistas e patriotas. E provavelmente a maioria lutou para manter distantes os russos e os comunistas, que eram amplamente temidos e odiados no país.
De que forma a experiência de Weimar aumentou o apoio popular a Hitler? Weimar produziu impasses políticos e coalizões governamentais - e, depois de 1929, os regimes não se mostraram fortes o suficiente para superar o desemprego. A ditadura de Hitler se livrou dessas lutas entre partidos, das eleições intermináveis e da fraqueza do governo. Inicialmente, o povo queria "dar a Hitler uma chance", como se dizia naquela ocasião. De fato, foi uma tentação votar nele. Somente depois se descobriu que ele tinha em mente ideias muito mais radicais do que qualquer um poderia imaginar. Mas quando se percebeu o que estava por vir, já era tarde.
Divulgação
'Apoiando Hitler: Consentimento e coerção na Alemanha nazista' (Ed. Record, tradução Vitor Paolozzi, 518 páginas, 67,90 reais)
'Apoiando Hitler: Consentimento e coerção na Alemanha nazista'
Como a imprensa construía histórias consistentes sobre o regime? A abordagem nazista para o crime, a raça, a polícia, os campos de concentração não eram apenas casuais, irracionais e esquizofrênicas. O regime, na verdade, apresentou medidas racionais consistentes ao público na imprensa e no cinema. A censura - além de deixar de fora judeus e desligar as vozes comunistas e socialistas - não foi martelada a cada dia. As organizações nazistas, incluindo a SS e a Gestapo, sabiam perfeitamente bem o que queriam dizer, mas Joseph Goebbels e seus parceiros tinham em mente que os cidadãos perceberiam se todos os jornais divulgassem notícias idênticas. Então, era dada aos editores uma ideia geral do que o regime decidia que seria noticiado, e cada veículo seguia aquela ideia a sua maneira. O jornal diário do governo, o Voelkischer Beobachter, era o de maior circulação no país e suas histórias eram frequentemente repetidas por outras publicações. A SS também tinha sua própria publicação, igualmente popular. Para reforçar a boa imagem do sistema, Hitler e Goebbels ainda favoreciam e tratavam com condescendência certos escritores, diretores de cinema e outros artistas. Com isso, os filmes que se destacavam elevavam a raça alemã e promoviam o racismo e outros valores nazistas.
Quais "benefícios" o nazismo deu à Alemanha? Até hoje, Hitler é lembrado por ter garantido uma segurança tal que permitia que as mulheres andassem à noite sem medo ou que os cidadãos deixassem suas bicicletas destravadas sem riscos. Todas essas histórias são só parcialmente verdadeiras, mas ajudam a explicar por que as pessoas apoiaram Hitler. Depois de Weimar, os alemães finalmente podiam dar boas vindas a tempos melhores. Hitler lançou mão de programas de ordem pública e investiu no rearmamento do país para a guerra. O que realmente contou para muita gente foi que ele reduziu consideravelmente o desemprego e trouxe de volta ao país seu orgulho - especialmente ao rasgar o odiado Tratado de Versalhes (1919), acordo de paz que representou o fim da I Guerra Mundial e foi considerado uma vergonha nacional, por impor uma série de restrições à Alemanha.

Nazismo - Parte 1

IMPÉRIO OTOMANO

Por Emerson Santiago
Ficou conhecido como Império Otomano um importante estado que durou de 1299 a 1922, e que compreendia vastos territórios no norte da África, sudeste da Europa e Oriente Médio. Estabelecido por um ramo dos vários povos turcos que migrou para a península da Anatólia (onde hoje existe o moderno estado da Turquia), o Império Otomano é considerada a última potência global do mundo islâmico até os dias atuais.
eu nome é derivado de um de seus mais importantes líderes, Osman I (ou Otman I), o fundador da Dinastia Otomana, que governaria este complexo, poderoso e diverso estado a partir de várias capitais, sendo a primeira Söğüt, depois Bursa, Edime e finalmente a histórica Constantinopla, cuja conquista em 1453 marca o fim da Idade Média e início da Moderna.
A característica marcante e explicativa da expansão do império era a tolerância dos otomanos com as tradições e as religiões dos povos conquistados. Sob a administração do sultão em Constantinopla, estavam albaneses, sérvios, búlgaros, gregos, romenos, croatas, árabes, curdos, turcos, berberes, e muitos outros; tais povos tinham várias denominações religiosas, entre elas, cristãos católicos, maronitas, coptas e ortodoxos, muçulmanos sunitas e xiitas, judeus, mandeus, drusos, entre outros. Tal era a extensão de seu território, que este dividia-se em 29 províncias e numerosos estados vassalos (pertencentes ao império, mas que haviam chegado a um acordo com o soberano otomano para manter a estrutura administrativa vigente). Com Solimão, o Magnífico, governante de 1520 a 1566, o Império Otomano torna-se efetivamente o centro de comunicação entre oriente e ocidente pelos próximos quatro séculos.
É talvez o projeto de expansão por todo o continente europeu que levará o estado a uma lenta desagregação. Após as derrotas em dois importantes cercos à cidade de Viena, nos séculos XVI e XVII, o império entra em um lento processo de estagnação e desagregação. As atividades econômicas dos povos conquistados eram conduzidas por iniciativa deles próprios, o que fez com que a economia geral do império fosse se desfazendo lentamente. Ao passar o século XIX inteiro perdendo territórios, a instabilidade política aumenta cada vez mais até que, em 1909, o sultão Abdul Hamid II é deposto por uma rebelião que deu início à modernização do império. Esta porém, chega tarde, pois a desagregação continua, com duas guerras balcânicas entre 1912 e 1913, e as investidas colonialistas de Itália e França, que acabam formalmente com a presença otomana na Europa e na África.
Ao participar da Primeira Guerra Mundial, ao lado da aliada Alemanha, o fraco estado oferece pouca resistência aos aliados. Vencido, o Império Otomano é extinto em 1922, para dar lugar a uma república, a atual Turquia, fundada por um destacado militar otomano, Mustafá Kemal, “Ataturk” (seu apelido, que significa “pai dos turcos”).
Bibliografia:
O que foi o Império Otomano?. Disponível em <
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-o-imperio-otomano>. Acesso em: 18 out. 2011

FASCISMO

Por Francisca Socorro Araujo
Fascismo é a denominação que se dá ao regime político que surgiu na Europa entre 1919 e 1945, portanto, no intercurso das duas grandes guerras mundiais (I Guerra Mundial e II Guerra Mundial). É considerado um regime de direita e suas características básicas são: o totalitarismo, o nacionalismo, o idealismo e o militarismo.
De modo geral o fascismo é identificado como o regime implantado por Benito Mussolini na Itália no período do pós-guerra. Contudo, ainda que a Itália seja o berço dessa ideologia, a Europa viveu sob ameaça de expansão deste regime durante toda a década de 1930. O fenômeno fascista estendeu-se para outros países europeus como Espanha (Francisco Franco), Portugal (Salazar), entre outros.
Os italianos eram um povo que possuía um extremo sentimento de nacionalismo. Sua identidade enquanto nação era determinada pela unidade de raça, língua, cultura e território. Este sentimento de nacionalidade foi profundamente atingido – no período do pós-guerra – pelo não cumprimento integral das promessas por parte dos Aliados da guerra. A I Guerra Mundial trouxera conseqüências desastrosas para a Itália, o país encontrava destroçado e os Aliados recusaram-se a cumprir os acordos feitos. Os italianos sentiram-se humilhados e foi deste sentimento de nacionalismo ferido que se estruturou na Itália o regime fascista.
Em meio às agitações do período, provocadas pela profunda crise econômica que a Itália vivia – situação que se agravava pelas greves e manifestações de trabalhadores insatisfeitos – Benito Mussolini, antigo agitador social, é convocado para chefiar o país. Encarregado de organizar um novo gabinete Mussolini dissolveu partidos de oposição e assumiu o comando do país.
Apesar de ter origem oficialmente em 1919, o fascismo torna-se conhecido a partir de 1922, quando Mussolini chega ao poder. Um mês depois de assumir o comando do estado italiano, o Parlamento lhe concederia plenos poderes enquanto governo. Benito Mussolini baseou o Estado fascista no corporativismo, no intervencionismo econômico por parte do Estado e também no expansionismo militarista. Mussolini permaneceu no poder até 1943. Foram, portanto, 21 anos de governo sob o regime fascista, resumido por Benito Mussolini da seguinte forma: “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.
 

TRÍPLICE ENTENTE


Por Emerson Santiago
Ficou conhecida como Tríplice Entente (entente = acordo, contrato) a coalizão militar constituída na primeira década do século XX, onde os Impérios Britânico, Russo e República Francesa se uniram para fazer frente à política expansionista de outro bloco, a Tríplice Aliança (constituída pelos Impérios Alemão, Italiano e Austro-Húngaro), formado em 1882.
Esse processo de alianças na virada do século XIX para o XX reflete uma mudança que ocorria no cenário político europeu: as antigas potências, Grã-Bretanha e França, com seus vastos impérios coloniais distribuídos pelo globo, vinham sofrendo a concorrência de novas forças como Alemanha e Itália, recentemente constituídos estados nacionais unificados, que rapidamente conquistavam tanto fatias importantes dos mercados globais quanto inauguravam seus próprios impérios coloniais.
Esta concorrência de novas forças políticas naturalmente gerou graves atritos. A solução para resolver as discórdias foi a constituição de acordos econômicos, políticos e militares onde países com interesses semelhantes se reuniam. Assim, dois blocos distintos se destacaram: a “Tríplice Aliança” e a “Tríplice Entente”. Esta criação de alianças, combinada com a diplomacia secreta, prática comum em meio à política europeia na época, foram fatores determinantes para o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914.
A Tríplice Entente seria formada em 1907, justamente pelos principais rivais da Alemanha nas disputas por mercado e áreas coloniais. Caso ocorresse um conflito e a Alemanha saísse vitoriosa, esta poderia se tornar senhora do comércio internacional, país preponderante politicamente na Europa e ainda conquistar vários territórios coloniais, expandindo o seu império. Enfim, era o sonho máximo dos pan-germanistas, os simpatizantes de uma supremacia política e econômica alemã, apoiada ainda pelo velho Império Austro-Húngaro.
Por ocasião da guerra, a Itália seria convencida a se unir à Entente a partir de um trato feito com a Inglaterra. Após iniciado o conflito, os Estados Unidos viriam a reforçar o grupo com o afundamento por parte de forças alemãs de um navio repleto de tripulantes norte-americanos. De outro lado, o Império Russo, tomado por crises sociais agravadas pelo esforço de guerra irá retirar-se tanto da aliança quanto do conflito mundial. Logo depois, o país seria tomado por uma onda revolucionária na qual emergirá um novo ente que herdará as fronteiras do antigo império, a União Soviética.
A saída da Rússia e, sobretudo, a entrada dos Estados Unidos na guerra mudariam substancialmente os rumos do conflito. Fortalecidos, os países da Entente conseguiriam romper o imobilismo em que se encontrava a disputa. Em 1918 o Império Austro-Húngaro e a Alemanha estavam derrotados. No dia 11 de novembro, representantes da Alemanha assinavam o acordo de paz, dentro de um vagão de trem em Compiegne, França. Pelo acordo, os alemães aceitavam as condições de rendição estabelecidas pelos países vitoriosos.
Bibliografia:
(?) Jarilia.Tríplice Entente/Tríplice Aliança. Disponível em <
http://historycomaluno.blogspot.com/2009/02/triplice-entente-triplice-alianca.html>. Acesso em: 13 mar. 2012.
História Geral – Primeira Guerra Mundial. Disponível em <http://www.portalbrasil.net/historiageral_primeiraguerramundial.htm>. Acesso em: 13 mar. 2012.

Armistício

Por Emerson Santiago
Recebe o nome de armistício o gesto a partir do qual, em uma guerra, as partes em conflito concordam em parar de lutar. Não é necessariamente o fim de uma guerra, uma vez que tal proposta pode apenas significar uma interrupção das hostilidades, enquanto é feita uma tentativa de negociar uma paz de forma permanente. O termo tem origem na palavra latina ”arma”, que significa armamento e ”statium” que significa paralisação.
Tanto as propostas denominadas trégua ou cessar-fogo se referem geralmente a uma interrupção temporária das hostilidades durante um prazo acordado limitado ou dentro de uma área limitada. A trégua pode ser necessária, a fim de negociar um armistício, já o armistício é um modus vivendi e não é o mesmo que um tratado de paz, documento formal que depende da diplomacia e de acertos formais, cuja conclusão (ou não) pode levar meses ou até anos para ser atingida. Um exemplo famoso de armistício que paralisou um conflito, mas que não criou um clima para a celebração de um tratado de paz é o da Guerra da Coreia, de 1950 a 1953. Já que nesse caso nenhum tratado de paz foi até hoje celebrado, Coreia do Norte e Coreia do Sul encontram-se no que tecnicamente se chama “estado de beligerância”, ou seja, um estado de alerta contra qualquer possível retomada do conflito de algum dos lados.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas muitas vezes impõe ou tenta impor resoluções para o cessar-fogo entre as partes nos conflitos modernos. Armistícios são semprenegociados entre as próprias partes e são geralmente vistos como um instrumento mais vinculativo (ou seja, que estabelece maior comprometimento) do que as resoluções de cessar-fogo não-obrigatórias da ONU à luz do direito internacional moderno.
O aspecto chave em um armistício é o fato de que toda a luta termina sem a rendição de nenhum dos lados. Isso está em contraste com a chamada “rendição incondicional”, que é uma rendição sem condições impostas, exceto as previstas pelo direito internacional.
O dia 11 de novembro é dedicado ao provavelmente mais famoso dos armistícios. Neste dia comemora-se o armistício assinado entre os Aliados da Primeira Guerra Mundial e a Alemanhana cidade Compiègne, na França, que resultou na cessação das hostilidades na frente ocidental, e entrou em vigor à ”décima primeira hora do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês”da manhã de 1918. Apesar a data marcar o fim da guerra na frente ocidental, as hostilidades continuaram em outras regiões, especialmente em partes do antigo Império Russo e do antigo Império Otomano.
Bibliografia:
Armistice (em inglês). Disponível em
http://en.wikipedia.org/wiki/Armistice. Acesso em: 27 mar. 2012

Tratado de Versalhes

Por Emerson Santiago
Tratado de Versalhes foi um tratado de paz que determinou os termos de paz na Europa pondo fim oficialmente à Primeira Guerra Mundial. A data de sua assinatura é 28 de junho de 1919 e teve lugar na cidade de Versalhes, antiga residência do monarca da França. Além do acerto da paz entre os beligerantes, este documento abordava também a criação da Liga das Nações, organização destinada a promover a paz e a prevenir conflitos entre seus membros.


O tratado foi negociado durante cerca de seis meses de deliberações, contados a partir do armistício de novembro de 1918, que pôs fim aos combates propriamente ditos. O ponto principal do tratado estipulava que a Alemanha seria apontada como a responsável pelo início da guerra, e assim sendo, deveria cumprir uma série de reparações destinadas aos integrantes da Tríplice Entente, o nome da coalização adversária de Alemanha e seus aliados. Entre tais reparações estava a obrigação de ceder partes de seu território aos países fronteiriços, perda de seu império colonial na África, Ásia e no Pacífico, a ser dividido entre os vencedores do conflito, além de diminuição do exército, cessão de exploração de recursos econômicos de regiões estratégicas do país, além de uma soma absurda de indenizações a ser paga.
A assinatura de um tratado tão severo causou choque e imensa desilusão na Alemanha. A população em geral descrevia como humilhação e desonra a aceitação por parte de seu próprio governo de tão severas e opressivas condições, sem ao menos um maior esforço em conduzir negociações de paz mais detalhadas ou planejadas. Claro, que ante tal clima de revolta, não faltaram os protestos e turbulências de ordem político-social ameaçando a própria estrutura do país.
É consenso entre a maioria dos historiadores que, nas exigências exacerbadas do Tratado de Versalhes podemos encontrar as sementes da Segunda Guerra Mundial, pois, uma nação humilhada e aparentemente sem rumo como a Alemanha foi claramente presa fácil de uma doutrina heterodoxa, autoritária e delirante como a do Nazi-facismo.
Além disso, é creditado ao Tratado de Versalhes uma série de desarranjos e focos de crise, como por exemplo, o conflito entre israelenses e árabes, que não aceitam as decisões do tratado com respeito ao delineamento de suas respectivas fronteiras, resultado da divisão das áreas do então extinto Império Otomano.
A questão dos curdos também deve muito a Versalhes, pois foi-lhes prometido direito à autodeterminação, a qual este povo ainda aguarda. Até países distantes do conflito como Ruanda e Burundi devem sua existência ao Tratado de Versalhes, pois foram desmembrados da antiga colônia alemã da África Oriental e entregues à administração belga.
Bibliografia:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,400678,00.html
http://iconicphotos.wordpress.com/2009/04/28/the-treaty-of-versailles/

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ghandi ou Grande?

O caminho para a felicidade não é reto.
Existem curvas chamadas EQUÍVOCOS, 
existem semáforos chamados AMIGOS, 
luzes de cautela chamadas FAMÍLIA, 
e tudo se consegue se tens:
um estepe chamado DECISÃO, 
um motor poderoso chamado AMOR, 
um bom seguro chamado FÉ, 
combustível abundante chamado PACIÊNCIA, 
mas, acima de tudo,
um motorista habilidoso chamado DEUS!
Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são
os fatores que destroem os seres humanos.

Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os Negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou:
que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo
,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho:
se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tomar perante a vida é
a mesma que a vida vai tomar perante mim.
"Quem quer ser amado, ame!"

segunda-feira, 18 de junho de 2012

ANTÍDOTO CONTRA ENVENENAMENTO DO SEU CÃO (OU GATO)


Dr. Marcel Benedeti (veterinário) recomenda como agir em caso de suspeita de envenenamento de animais:

"Quando houver suspeita, dar água morna salgada ou água oxigenada 10 vol (uma colher de sopa) que , em contato com o estomago, vira água morna salgada e faz o animal vomitar . Em seguida, dar ATROVERAN(1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas), é o melhor antídoto para venenos do tipo 1080 e chumbinho.
Tenha sempre Atroveram por perto e repasse esta informação para as pessoas que conhece.
Poderá salvar vidas.O carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (inclusive em humanos ),pois é absorvente. Já existe, nas farmácias, em comprimidos."Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus que nos criou. É nosso dever protegê-los e promover o seu bem estar".

sábado, 16 de junho de 2012

TEXTO DE PABLO NERUDA

Morre lentamente quem não viaja,quem não lê ,quem não ouve musica,quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destroi o seu amor proprio ,quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito ,repetindo todos os dias o mesmo trajeto,quem não muda de marca , não se arrisca a vestir uma nova cor , ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televião o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,quem prefere o negro sobre o branco,e os pontos sobre os iss em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho , quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incedssante
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo , não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não respondem quando lhe indagam sobre algo
que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
SOMENTE A PERSEVERANÇA FARÁ COM QUE CONQUISTEMOS UM ESTÁGIO ESPLENDIDO DE FELICIDADE.
Pablo Neruda