quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DROGAS
1 – A preocupante escalada de drogas como crack, cocaína, maconha e heroína tem algo a ver com a influência de Espíritos obsessores?
Sem dúvida, não apenas como uma indução ao vício, mas, também, como sustentação dele. Obsessores começam sugerindo aos incautos que experimentem determinada droga, acenando-lhes com um céu artificial. Depois de instalada a dependência, empenham-se em neutralizar seus esforços quando dela pretendam livrar-se.
2 – Com que objetivo o fazem?
As motivações são variadas. Perseguidores espirituais procuram induzir suas vítimas ao vício, a fim de que mais facilmente possam exercitar sua vingança, em virtude de ofensas passadas. Espíritos com a ambição do domínio veem no vício uma maneira mais fácil de sujeitar pessoas à sua influência. E há, também, os viciados do Além que se lhes associam.
3 – Viciados do Além?
O vício não condiciona apenas o corpo físico. O corpo espiritual, o perispírito, também é afetado. Na espiritualidade não há possibilidade de atender à compulsão. Então o viciado desencarnado liga-se ao viciado encarnado para que, por associação psíquica, possa satisfazer-se. É uma espécie de transe mediúnico às avessas. Ao invés de o médium transmitir o pensamento do Espírito, é o Espírito que colhe as sensações do médium.
4 – Essa seria uma das razões pelas quais é tão difícil vencer o vício?
Sem dúvida. O viciado do Além não quer perder o seu instrumento e o pressiona sempre que o veja tentando escapar de sua influência, submetendo-se a tratamentos variados. A reincidência é grande, por fraqueza do encarnado e por influência do desencarnado. É comum que, após longo tratamento de desintoxicação em hospitais especializados, o viciado sofra uma recaída, sob indução de seus parceiros invisíveis.
5 – Como vencer essa dificuldade?
Em primeiro lugar é preciso saber se o viciado quer realmente superar a dependência, sem o que nenhum tratamento surtirá efeito. Em caso afirmativo, há os cuidados médicos, que devem ser paralelos ao tratamento espiritual no Centro Espírita, com passes, orientações doutrinárias, reuniões de desobsessão e, principalmente, cultivo da oração.
6 – Por que a oração?
É ela que o colocará em contato com os bons Espíritos, habilitando-o a receber ajuda efetiva, assimilando as boas influências que o fortalecerão no propósito de vencer a compulsão que surge a partir do condicionamento físico e da influência dos viciados e perseguidores do Além.
7 – Há pessoas que, não obstante orarem, contritas, dispostas a superar o vício, sempre sofrem recaídas.
Faltou-lhes fé. Nenhuma compulsão resiste ao poder soberano de Deus. Quando o viciado sofre uma recaída é que lhe faltou confiar na bondade divina. Deus é infinitamente mais poderoso do que o vício ou os viciados do Além.
8 – No que o Espiritismo pode contribuir para conter a escalada dos vícios?
Oferecendo-nos uma ampla visão das realidades espirituais, das consequências funestas do vício, que provoca desajustes que demandarão, não raro, existências inteiras para serem superados, e muito sofrimento. As religiões tradicionais especulam sobre o inferno, com fantasias que não convencem. O Espiritismo coloca-nos em contato com as almas que estagiam no inferno (leia-se regiões umbralinas transitórias), a nos informarem, com todas as letras, das tristes consequências do vício. Já não se trata de crer, mas de saber.
Por: Richard Simonetti

domingo, 18 de novembro de 2012

QUAL É O TRUQUE DO ESPIRITISMO.
Esta semana, um irmão de outra doutrina, compartilhou um de meus textos e me acusou de ser “capcioso” de citar passagens do evangelho como forma de atrair pessoas para o espiritismo...
Bem, numa coisa o irmão esta certo. Assim como em qualquer doutrina cristã, em meus textos cito mesmo os evangelhos. Mas não quero atrair ninguém para o espiritismo.
O Espiritismo tem alguns hábitos que talvez sejam estranhos a este irmão que citei...
-O Espiritismo não faz proselitismo, nem promete “salvação” para atrair as pessoas. 
Os Centros Espíritas estão de portas abertas. Entra quem quer. E ao entrar, a primeira coisa que você vai aprender, é que ninguém ali vai te dar a salvação. Só você, assumindo responsabilidade pelos seus atos e evoluindo no amor poderá alcançar a salvação. 
-Num Centro Espírita, não existe hierarquia. Nada de Padres, Pastores e Ovelhas. O único líder num Centro Espírita, é Jesus. Depois dele, todos , absolutamente todos os frequentadores de um Centro Espírita são iguais.
-Também irmão, os Centros Espíritas tem outro hábito estranho: Nós não pedimos dinheiro!!!! Acredita nisso? Por isso não existem Centros Espíritas luxuosos e suntuosos. Nem existem palestrantes ou autores espíritas andando em carros de luxo...
-Outro hábito que temos, é de alicerçar nossa fé em obras. Porque, estranhamente, nós espíritas REALMENTE ACREDITAMOS que a fé sem obras é vazia. Por isso, todo Centro Espírita tem sempre algum trabalho social.
Realmente o espiritismo é estranho mesmo...mas vou aqui contar para você irmão, qual é o nosso segredo para atrair pessoas...o grande truque do espiritismo é ser um doutrina DE ALTOS PADRÕES MORAIS, DE ÉTICA RÍGIDA E, PRINCIPALMENTE, DE RESPONSABILIDADE PARA CONSIGO MESMO E AMOR AO PRÓXIMO.
Agora um conselho que vale para o irmão citado e para qualquer outra pessoa: antes de criticar qualquer doutrina, qualquer credo, qualquer conjunto de ensinamentos, ESTUDE E CONHEÇA.
Davison Viana

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Crianças índigo - Richard Simonetti
Faz sucesso e tem recebido apreciações elogiosas no próprio meio espírita o livro Crianças Índigo, de Lee Carroll e Jan Tober, escritores americanos.
As crianças índigo, ou azuis, seriam, segundo os autores, uma geração de Espíritos enviados por Deus, com a missão de renovar as relações humanas, em novos padrões de comportamento, sob a égide do amor.
O nome índigo foi cunhado por Nancy Ann Tappe, que, aparentemente dotada de visão mediúnica, observava essas crianças envolvidas por uma aura azul.
Sua primeira experiência nesse sentido teria ocorrido na década de 70, no século passado. 
Pesquisadores americanos, aderindo à idéia, identificam crianças índigo por um padrão de comportamento.
Aí é que a tese fica comprometida, porquanto alguns detalhes não são nada animadores nem lisonjeiros, contrariando noções relacionadas com o que se espera de alguém vinculado a um movimento de renovação da Humanidade.
1 – O tema é, realmente, interessante, já que o próprio Espiritismo nos fala de um processo de renovação da Humanidade, com a vinda de Espíritos mais evoluídos.
Por que você acha que essas chamadas crianças índigo não têm nada a ver com essa renovação?
É fácil. Basta observar algumas características dessas crianças, citadas no livro:
• Sentem-se e agem como nobres.
Essa postura está mais perto do orgulho do que da humildade que caracteriza os Espíritos que exercem verdadeira influência para o bem da Humanidade. Conscientes da própria pequenez, jamais se julgam mais importantes ou especiais diante do próximo.
Marcante em seu comportamento é a disposição de servir, como destaca Jesus (Marcos, 9:35):
... Se alguém quiser ser o primeiro, será o último e servo de todos.
• Tem dificuldade para lidar com autoridades absolutas (sem explicação ou possibilidade de questionamento).
A definição para essa maneira de ser é rebeldia. Passa longe da ação missionária. Os Espíritos superiores não desrespeitam as leis, embora possam contestá-las, empenhando-se em reformá-las.
O respeito às regras instituídas e aos desígnios divinos está perfeitamente caracterizado na recomendação de Jesus (Mateus, 22:21):
… Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus.
• Parecem não se relacionar bem com pessoa alguma que não lhes seja igual. A escola normalmente é uma experiência difícil para eles, em termos sociais.
Sem sociabilidade um Espírito pode pontificar nas Artes, na Filosofia, na Ciência, mas jamais realizará algo de produtivo em se tratando de influenciar o comportamento humano, em favor de um mundo melhor.
Jesus revela a fórmula ideal de um relacionamento social perfeito. (Mateus, 22:39): … amarás o teu próximo como a ti mesmo.
• Frustram-se com sistemas ou tarefas que seguem rotinas ou situações repetitivas em que não possam usar a criatividade.
A vida é feita de rotinas em todos os setores da atividade humana e, sem a disciplina necessária para observá-las, fica difícil sustentar alguma estabilidade e contribuir para a melhoria das condições de vida na Terra.
Oportuno lembrar que a condição essencial enfatizada por Emmanuel, o mentor espiritual de Chico Xavier, para que a sua existência e particularmente a prática mediúnica fossem produtivas, foi a disciplina.
A indisciplina é própria da imaturidade humana, superada pelo crescimento emocional e espiritual, como destaca Paulo (I Coríntios, 13:11):
Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino, raciocinava como menino. Mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
2 – Consta que há uma entrevista de Nancy Ann Tappe, cujo conteúdo é comprometedor para as crianças índigo. Eu diria que tem um conteúdo estarrecedor. 
Diz ela:
Todas as crianças que mataram colegas da escola, ou os próprios pais com as quais pude ter contato, eram índigo.
O entrevistador parece concordar com ela.
Isso é interessante. Todas essas crianças que matam são índigos? Isso quer dizer que eles tinham uma visão clara de sua missão, mas algo entrou em seu caminho e elas quiseram se livrar do que imaginavam ser o obstáculo?
Resposta de Nancy: Trata-se de um novo conceito de sobrevivência. Todos nós possuíamos esse tipo de pensamento macabro quando crianças, mas tínhamos medo de colocá-lo em prática. Já os índigos não têm esse tipo de medo.
3 – É realmente incrível! Segundo a entrevistada, você, como eu e toda gente, quando crianças, tínhamos o impulso de matar quem se nos opusesse, e não o fizemos por medo.
Exatamente. E o índigo não tem medo. Por isso não se constrange em matar, sejam pais ou colegas de escola. 
É uma lástima que haja gente aceitando essa insânia.
Segundo os autores do livro e pesquisadores citados, as crianças índigo costumam, não raro, ser rotuladas como portadoras de um dos dois problemas abaixo:
• DDA, Distúrbio de Deficiência de Atenção.
• TDAH, Transtorno de Deficiência de Atenção com Hiperatividade.
Crianças com deficiência de atenção têm dificuldade de concentração.
4 – Pelo que se sabe Crianças com defeito de atenção e hiperatividade, não param quietas, têm “bicho carpinteiro”, como diriam os pais. Seriam crianças problema, não crianças missionárias.
Exatamente. Isso dá para perceber, considerando algumas características, envolvendo esses dois déficits.
• Tem dificuldade em assistir uma aula, ler um livro, ouvir uma palestra. Comete erros por falta de atenção a detalhes.
• É desorganizado, tanto no pensamento como externamente, envolvendo horários, arrumação de objetos de uso pessoal, cumprimento de prazos, disciplina...
• Muda com facilidade de metas e planos. É comum ter mais de um casamento ou relacionamento estável.
Diz Nancy: Pelo que pude observar, 90% das crianças com menos de dez anos no mundo de hoje pertencem à categoria índigo.
5 – Dando crédito à sua estatística estará explicada a conturbação no Mundo, a dificuldade de relacionamento no lar, a indisciplina, os vícios, os crimes, o descalabro da sociedade…
E há no livro muitos exemplos desse tipo.
Crianças índigo que deram trabalho na infância e na adolescência e nenhum registro de alguma que pontificou na idade adulta como pioneiro de um mundo melhor.
6 – Você poderia citar um desses casos?
Sim. É bem ilustrativo o caso relatado no livro por uma mãe que se diz feliz ao tomar conhecimento das crianças índigo, porquanto seus filhos se enquadrariam nessa condição. 
Num artigo transcrito no livro, com o título "Meus queridos índigos!", ela relata sua experiência com ambos, portadores um deles de DDA e outro de TDAH.
Para não nos estendermos, vamos falar apenas de Mark, perfil DDA.
O menino ia muito mal na escola. Não se relacionava com professores e colegas.
O mesmo problema no lar. Aos 15 anos pediu para morar na casa de um amigo.
Mark começou a agir de forma tão irregular que foi levado para uma instituição correcional de menores. Praticou vários delitos, dentre eles o roubo de carro do pai de um amigo. Mesmo depois de sair da instituição manteve um comportamento conturbado.
Certa feita, a mãe levou-lhe uma cesta de alimentos. Na casa onde Mark morava com alguns colegas, viu uma estátua de Jesus, no alto de uma escada. Havia sido roubada de uma igreja. 
A mãe deu um prazo de 48 ao filho para que a estátua fosse devolvida. A orientação não foi observada. Depois de vários dias insistindo, telefonou à polícia. O menino foi conduzido à prisão. Como era menor, ficou preso por um ano.
Algum tempo depois Mark foi novamente preso por dirigir perigosamente, por excesso de velocidade, por fugir após causar um acidente e por multas não pagas.
Houve problemas semelhantes com o outro filho, Stuart. 
Mas, aparentemente, após tantos trabalhos, ambos criaram juízo. Fala deles com orgulho. São, agora, pais de netos que fazem sua alegria.
Ela tem certeza (como toda a avó sobre as virtudes dos netos) de que são crianças muito especiais, índigos em sua opinião. A mesma, obviamente, dos autores do livro, porquanto transcreveram sua experiência.
7 – Ao que parece, analisando o assunto à luz da Doutrina Espírita, é que as crianças índigo são Espíritos dotados de alguma intelectualidade, mas com um descompasso entre a evolução mental e precário desenvolvimento moral.
Exatamente. Não constituem novidade. Desde sempre tivemos no Mundo gente assim. Espíritos que reencarnam com uma grande missão, não em relação à Humanidade, mas a si mesmos: a missão de se renovarem, de superarem suas mazelas e imperfeições, o que, de resto, é a finalidade precípua da existência humana.
A maior parte do conteúdo de Crianças Índigo relaciona-se com orientações para cuidar delas. Diga-se de passagem, são úteis no cuidado de qualquer criança.
Liberdade vigiada, diálogo, tolerância e muito amor.
8 – Há quem veja nas crianças índigo a nova geração a que se refere Allan Kardec, em "A Gênese", no capítulo 18.
Isso é lamentável. Basta evocar algumas características citadas pelo Codificador para desfazer esse engano. 
Diz Kardec:
Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem.
Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.
Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentido inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.
9 – Poderíamos situar essa nova geração como homens que se orientam pelo Bem, embora não sejam puros e perfeitos?
É o mais lógico. E Kardec nos dá algumas características de Espíritos dessa natureza, em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XVII.
Algumas delas:
O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
...Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para esmagá-los com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente...
10 – Dá para perceber que as crianças índigo não se enquadram nessas e em outras características do homem de Bem.
Sem dúvida, embora isso não constitua desdouro para elas, já que raras pessoas na Terra comportam-se assim.
Eu diria que as crianças índigo são Espíritos às voltas com sérios problemas relacionados com desvios do passado. Inteligentes, cultos, trazem complexos quadros de perturbação, a situá-los no limiar entre o Bem e o Mal, dependendo de suas escolhas e disposições, como de resto ocorre com todos nós, em maior ou menor intensidade.
11 – Diz Kardec, em "A Gênese", que a nova geração não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração. 
Isso significa que não haverá uma revoada de anjos, estabelecendo maioria na Terra?
Sim. Seremos nós, encarnados e desencarnados, que comporemos a nova geração, à medida em que, conscientes de nossas responsabilidades, aprendermos a combater nossas imperfeições, ajustando-nos às leis divinas.
É a grande meta para todos nós, índigos ou não.
Recebi por e-mail de David Bisetto.
Obrigada David


Terapia do Riso - Bons Fluidos
Por Raphaela Mello - Revista Bons Fluidos - 2011
1. De que forma o riso nos afeta dos pontos de vista fisiológico e comportamental?
Você já observou que quando está rindo, de verdade, durante aqueles poucos instantes, acontece um profundo estado meditativo? O estar no corpo, naquele lugar, torna-se absolutamente óbvio. As pernas amolecem (não precisa chão), o corpo balança (as poses se dissolvem), o pensamento pára (o juiz cruel tende a ficar fora deste momento).
É impossível rir e ter as pernas e joelhos travados. Você necessariamente flexiona, amolece todo o corpo.
É impossível rir sem sentir vontade de colocar as mãos no plexo e coração. Uma turbinada, os batimentos e oxigenação aumentam, o corpo fica mais quente.
O fígado desopila (limpa de ranços, iras, amarguras). É impossível rir sem ter a vontade de olhar para o alto, sem lacrimejar, sem fechar e abrir os olhos. Um exercício natural para limpar a visão, a janela da alma.
Ah, o riso, responsável por acordar nosso lado espontâneo, criativo e inspirado, é a menor distância entre duas pessoas, entre o desafio e a solução, entre a doença e a transformação.
“O riso é a melhor maneira de fazer um coração bater” – Robert Holden
“O sorriso é linguagem do amor” – autor desconhecido

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

AURA - EFLUVIOGRAFIA (ESTUDO DA AURA)
AURA
Não há corpo sólido líquido ou gasoso que não tenha sua aura,desde o átomo até o globo terrestre, portanto todos os seres se revestem de um halo energético,que lhes corresponde á natureza. 
No homem é o conjunto das irradiações do corpo físico e do perispírito,que corresponde ao grau evolutivo de cada ser.
A aura é energia em movimentação, que se expande no contorno do corpo,refletindo saúde,sentimentos,virtudes e vícios.
Sua coloração depende da elevação ou inferioridade espiritual. 
A interferência do meio ambiente na aura.
A aura é sensível à totalidade do nosso ambiente interno e externo. Os fatores mentais, físicos, espirituais interagem constantemente para atuar sobre a aura. Traços de personalidade, condições de saúde, interesses pessoais, questões sociais, estados emocionais e as circunstancias do momento podem exercer um efeito drástico e imediato sobre a aura. Mesmo eventos distantes, globais ou cósmicos, podem alterar a aura.
Condições adversas que podem afetar a aura.
Uma vasta gama de estados mentais negativos, tais como ansiedade, hostilidade e frustrações, podem exercer um efeito devastador sobre o corpo e drenar a energia do sistema áurico. Da mesma forma, a falta de auto-estima, um conceito desfavorável sobre si mesmo e relação sociais negativas podem debilitar a aura e reduzir seriamente seu suprimento de energia. Os poluentes ambientais e certas substâncias presentes nas drogas podem temporariamente descolorir a aura ou diminuir sua extensão.
Fatores positivos que atuam sobre a aura.
O amor, a força mais poderosa do universo, invariavelmente expande, ilumina e energiza a aura. Dentre os demais fatores que a fortalecem destacam-se uma imagem positiva de si mesmo, sensação intensa de bem-estar, equilíbrio e harmonia interiores e interesse genuíno pelos outros. Cada esforço para ajudar o próximo ou para tornar o mundo um lugar melhor injeta uma energia que se irradia por todo o sistema áurico.
ANATOMIA DA AURA HUMANA
Retrato da Consciência
A Aura humana é o retrato fiel da consciência de seu dono. Reflete, sempre, a imagem exata - nua e crua - do indivíduo, que assim pode ser visto e identificado pelos clarividentes, pelos desencarnados e até, em certos casos, pelos animais que tanto podem simpatizar ou se assustar com a presença, aparentemente, inofensiva de uma pessoa.
Dimensões do Campo da Aura
Conforme a figura abaixo demonstra, o envoltório energético, chamado de Aura, além de interpenetrar todo o corpo denso, exterioriza-se, mais ou menos nas seguintes proporções:

A - Pessoa comum ou pouco espiritualizada, 10 centímetros além da superfície do corpo Físico;
B - Pessoa espiritualizada, 50 centímetros, podendo ser percebidas várias camadas de diferentes intensidades. (Ver figura 18A na apostila 18) Um sensitivo treinado, ao aproximar sua mão espalmada do corpo de uma pessoa em tratamento, notará as diferentes camadas áuricas. Inclusive notará uma delicada resistência, como se fosse um acolchoado de camada de ar;
C - Nas pessoas espiritualmente evoluídas, nos mensageiros espirituais e mentores dirigentes, suas respectivas auras espalham-se por alguns metros além de seus corpos. Por isso, quando vistos pelos clarividentes, apresentam-se envoltos em radiante luminosidade;
D - Nos Seres Crísticos suas auras envolvem todo um planeta e seus satélites;
E - Ao nível dos Arcangélicos Criadores, aqueles seres compositores de mundos, a emanação áurica proveniente deles permeia todo um sistema planetário;
F - E, do indescritível SER Supremo, sua divina emanação sustem todos os universos, imagináveis e inimagináveis. Isto é, o campo de Sua Aura é inconcebível à mente humana. E´ o eterno Onipresente.
Aparência da Aura
Sua aparência que pode ser classificada pela intensidade da luminosidade, e pela coloração, revela as seguintes características, que são reflexos do que esteja transcorrendo com a pessoa:
a) - Quando apagada; a pessoa está perturbada, retraída, enferma ou é antipática;
b) - Quando brilhante; a pessoa está calma, sadia, agradável ou é envolvente.
O que revela:
A textura, ou consistência da aura, também faz parte de sua linguagem demonstrativa dos reais sentimentos que naquele momento evoluam da pessoa. A figura acima torna mais compreensiva essa questão. Vamos á descrição:
Tipo 1 - Consciência física voltada para a malícia ou para a revolta. Há uma verdadeira tempestade ocorrendo na psicosfera dessa pessoa, que se sobrecarrega de energias envenenadas.
Tipo 2 - Consciência física voltada para as questões meramente materiais. Embora mais calma que a descrita no tipo 1, entretanto, continua uma aura densa e sufocante.
Tipo 3 - Consciência física pensando nas questões espiritualizantes. A aura se apresenta menos rígida. São as emanações de pensamentos construtivos.
Tipo 4 - Consciência física ligando-se à espiritualidade superior. A aura, embora muito radiante, se torna como uma névoa esvoaçante, de tão leve. Tende a elevar-se em determinados pontos, atraída por nobres inspirações que lhe chegam.
Tipo 5 - Consciência fora do físico, em êxtase. Ligada aos planos da Criação, situados além do plano Mental inferior. Ainda mais leve e de suave coloração azul-rosa, passa a ser envolvida por emanações vindas de planos superiores. Essas emanações se tornam perceptíveis na forma de emoções. Um delicioso e lânguido envolvimento. Uma alegria interior, quase que indescritível.
Acoplamentos - As auras interagem umas com as outras, de pessoa a pessoa, formando o chamado acoplamento áurico. Acoplar significa ligar, juntar.
Textura
Nesta figura vemos a representação de alguns acoplamentos. Os acoplamentos se dividem em duas categorias: simpáticos e antipáticos.
Acoplamentos Simpáticos - Casal de apaixonados; aplicação de passes energéticos; gestante e o feto; médium e mentor; médium de incorporação e a entidade comunicante, e tantas outras modalidades.
Acoplamentos Antipáticos - Casal desapaixonado; proximidade de pessoa invejosa; proximidade de pessoa sem objetividade na vida e que apenas causa embaraços aos que alguma coisa realizam; proximidade de pessoa intimamente devassa e inescrupulosa; obsidiado e obsessor; pessoas amotinadas, ou uma multidão enfurecida.
Acoplamentos em Trabalhos de Energia - Quando todos os integrantes de uma equipe assistencial, seja de que modalidade for, sentados em grupo, ou próximos uns dos outros, mantém atitude de concentração e respeito ao que fazem, suas auras interligam-se formando o que é chamado popularmente de corrente energética.
Na figura a cima apresentamos a situação onde estão algumas pessoas em trabalho de energia, e que, por isso mesmo, suas auras se interligam.
Evidencia-se que, para que nessa corrente refulja a harmonia, necessário será o sentimento de simpatia entre todos. Se um só dos integrantes, por inadequação ao grupo, estiver movido de sentimento contrário, haverá impedimento para se completar o acoplamento simpático. Qualquer pensamento duvidoso gerará um turbilhão de negatividade em todo o conjunto. Razão porque um grupo só passa a trabalhar quando todos os integrantes se equilibram em respeito espontâneo entre si. Fora disso, os trabalhos que o grupo possa vir a apresentar serão meros ensaios. Nada, porém que tenha seqüência duradoura, pois a inexistência do acoplamento áurico visando objetivos nobres deixa todo o grupo à mercê de invasões indesejáveis.

     

Uma pessoa sensível e atenta às reações da aura notará de imediato que algo invisível, por exemplo, uma entidade desencarnada ou talvez apenas um fluxo de energia, se aproximou,tocando em seu campo.Afigura 1ª Etapa representa um fluxo de energia tocando a aura,que estava equilibrada. De imediato, 2ª Etapa,a aura se altera. Essa reação se transmite aos centros de forças,que de pronto,via sistema nervoso,transferem à consciência física os sinais da nova sensação,que poderá ser agradável ou não.

  

Miasmas impregnados sugando energias 
O que revela ?
• Conflitos emocionais
• Stress/Fadiga
• Depressão
• Fobias
• Inflamações
• Infecções
• Estados degenerativos
• Intoxicações
Paranormalidade, entre outros.


sábado, 10 de novembro de 2012

Administrando o medo
Recente pesquisa revelou que muitos brasileiros vivem dominados pelo medo.
Medo que vai desde o de ser assaltado, perder um filho, descobrir que tem uma doença grave, não conseguir pagar as contas, a sofrer um acidente, ter um ataque cardíaco ou perder o parceiro.
Alguns dos entrevistados revelaram que nem saem de casa ou que, em casa, vivem em sobressalto, ao menor ruído estranho.
Naturalmente, vivemos num mundo onde há muita violência, maldade e dificuldades.
Mas é importante se pense um pouco, a fim de não se engrossar o rol dos que vivem sob a injunção do medo, perdendo anos preciosos das próprias vidas.
Assim, não sofra por antecipação. Algumas pessoas, sugestionáveis, assistem imagens violentas na TV e acham que fatos como aqueles poderão acontecer com alguém da sua família.
Tomar precauções é recomendável. A ninguém se pede que seja incauto, imprevidente.
Mas daí a ficar pensando, a toda hora, que algo terrível vai acontecer, será o mesmo que desistir da vida desde agora.
Pessoas que assim agem podem não se tornar vítimas de acidentes, de assaltos ou de doenças, mas do próprio medo.
Medo que as manterá infelizes, isoladas.
Por isso, nunca deixe que o medo o paralise. Faça o que tiver que fazer: ir à escola, às compras, ao templo religioso.
Se enfrentar medos e preocupações sozinho lhe parecer difícil, procure ajuda. Pode ser de um psicólogo, de grupos de pessoas que sofrem problemas semelhantes ou de um bom amigo.
E, em vez de se torturar com uma infinidade de contas a pagar, pense mais antes de adquirir o novo eletrodoméstico, de realizar a viagem dos seus sonhos, comprar a roupa da moda.
Aprenda a viver de acordo com os recursos que dispõe. Dê um passo de cada vez. Planeje férias com antecedência. Programe-se.
Não gaste tudo que ganha. E, muito menos, não gaste o que ainda não ganhou.
Não fique pensando em ganhar na loteria, na sena, na loto, no programa televisivo. Trabalhe e sinta orgulho de poder, com seu próprio esforço, ir adquirindo o de que necessita.
Em vez de ficar pensando na possibilidade de se manifestar essa ou aquela doença terrível, opte por fazer check-up anual.
Não espere para ir ao médico somente quando a dor o atormente, um problema de saúde se manifeste.
Procure o médico para saber se está tudo bem com você. Faça exames. Pratique exercícios sob supervisão.
Ande até a panificadora, em vez de ir sempre de carro. Pratique jardinagem, lave o carro.
Pense, sobretudo, positivamente: Deus protege a minha vida. Sou abençoado por Deus. Sou filho de Deus.
Trabalhe com alegria, ganhando as horas. Não transforme o seu ambiente profissional em um cárcere de torturas diárias.
Sorria mais. Faça amigos. Converse com os amigos. Estabeleçam, entre vocês, um cuidado mútuo.
Isso no que se refere a você, aos seus filhos, ao seu patrimônio.
Unidos seremos fortes.
Enfim, não tenha medo do medo. Ele é um legado saudável e protetor. Mas se torna um problema quando fica exagerado ou irracional.
* * *
Mantenha sua confiança em Deus, que governa o mundo e zela por sua vida.
De todos os medos o que mais o deve preocupar é o de perder a presente reencarnação, por comodismos e invigilância.
E para este, a melhor solução é realizar, a cada dia, o melhor de si, entregando-se a Deus.
Redação do Momento Espírita com base no artigo
Você tem medo de quê?, da Revista Seleções do
Reader´s Digest, de fevereiro de 2006.
Em 02.05.2008.
Geração altiva

É bastante comum ouvir-se falar da precocidade das crianças de hoje em dia.
Impressiona a facilidade com que dominam as novas tecnologias.
Também é notável o modo pelo qual rompem tabus e preconceitos.
Diante de seres tão independentes e dinâmicos, pais e educadores costumam quedar perplexos.
Há nos jovens da atualidade algo de diferente.
Não se trata de mera rebeldia, sempre presente, em algum grau, nas novas gerações.
É todo um novo sistema de valores que parece desabrochar.
A Espiritualidade Superior noticia que realmente surge no mundo uma nova geração.
Trata-se de Espíritos que há muito não reencarnavam.
E mesmo de alguns que vêm de mundos distantes para aqui renascer.
Sua chegada é motivo de alegria e cuidados.
Alegria, pois trazem a tarefa de promover o progresso do planeta.
Dotados de grande intelectualidade, trazem novos conceitos de vida que desejam colocar em prática.
Alguns ainda são ricos de sublime moralidade.
A necessidade de cuidados deriva da própria qualidade desses seres.
Eles são independentes e altivos.
Renascem com o propósito de reformular os valores sociais e aprimorá-los.
Por conta disso, não são submissos e conformados.
Com eles, não adianta o discurso da mera proibição.
De nada resolve exigir que obedeçam aos mais velhos.
Eles precisam ser convencidos com bons argumentos.
Gritos e violências nunca foram métodos educativos eficazes.
Mas com essas crianças especiais são ainda mais infelizes.
Elas tratam os adultos de igual para igual.
Não aceitam punições e reproches e nem regras de conduta sem sentido.
É preciso conquistar-lhes a admiração e o respeito.
O fato de serem a promessa de um futuro melhor não autoriza que sejam abandonadas à própria sorte.
Seus pais são depositários de um tesouro Divino e darão conta do que fizerem.
Necessitam esmerar-se em dar bons exemplos e formação intelectual e moral adequadas porque a influência do lar é fundamental na formação do caráter.
Espetáculos de violências e indignidades podem causar grande prejuízo, mesmo em um Espírito mais avançado.
Afinal, ao se tornar adulto, ele terá primeiro de superar os traumas pelos quais passou.
Caso os prejuízos sejam muito grandes, talvez não consiga desempenhar a contento suas tarefas.
Inúmeros Espíritos de alto gabarito estão retornando às lutas terrestres.
Eles são a promessa de um mundo mais justo e fraterno.
Importa cuidar bem deles e preparar-lhes o caminho.
Orientá-los, para que não se percam na rebeldia vã e nem na libertinagem.
Cercá-los de afeto, a fim de que cresçam seguros e equilibrados.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 21.09.2011.
A vida fala em cada experiência - Calunga


... a vida fala em cada experiência - Calunga - Livro Tudo Pelo Melhor
A gente morre de medo da morte. Se começa a doer, a gente logo se rende. Mas, primeiro, grita de dor, se revolta e não aceita:
- Como eu estou doente? Como a minha vida está assim?
Chega o dia, no entanto, em que você se rende, porque a vida é mais forte. Então, você dá a mão à palmatória e diz a grande frase que todos nós deveríamos dizer sempre:
- Olha, Deus, seja feita a Sua vontade. Está tudo perdido mesmo. Eu vou morrer? Então vou morrer. Vou passar por uma cirurgia? Então vou passar. Vou ficar sozinho? Então vou ficar.
No momento em que você se rende, se rende à vida e deixa a vida guiá-Io. A vida é sempre muito gentil, muito leve, muito amorosa. A vida é uma grande mãe que o abriga no seio dela. E quando você cede para ela, quando sai da arrogância e das ilusões, a vida o dirige com nobreza, com profundidade, com uma elegância que só Deus tem, porque Deus é um ser de muita elegância, tem um senso de humor, de alegria e de leveza muito grande. É uma pena que a gente pense que Deus tem cara de homem. Por que será que não tem cara de mulher? É porque a gente está sempre achando que o homem tem que mandar.
Na espiritualidade, a gente vale o que é. Não é o sexo que conta. Claro que a gente continua com o sexo, mesmo depois da morte, porque estamos habituados com uma série de coisas que para nós ainda é importante. Mas a vida é muito grande. Deus tem a cara de todo mundo. Seria tão bom se a gente pensasse: "Ah, todo mundo tem a cara de Deus ... " Olhe para o seu filho, ele tem a cara de Deus. Olhe para o cachorro, tem a cara de Deus. Tudo o que você olhar em volta, até a barata, tem a cara de Deus, porque Deus é uma coisa muito grande que está em tudo. E a gente precisa sentir esse tudo, essa grandeza na vida da gente.
Por isso, se você está desesperado, é porque anda sozinho. Esqueceu de carregar consigo as forças da vida. Deus acompanha a gente constantemente. Nas nossas ilusões, contudo, a gente pensa que está só, pensa que está sem as forças divinas. Mas como você estaria vivo se as forças divinas não estivessem fazendo você viver, se não estivessem dirigindo o seu corpo, o seu metabolismo? Se não estivessem garantindo o dia seguinte, o sol no lugar dele, garantindo você aí no seu corpo, garantindo o seu dia-a-dia? Como se poderia sobreviver sem isso, minha gente? Impossível.
Às vezes, na nossa lucidez, somos arrogantes. No fundo, sabemos que somos Deus também, mas na consciência pensamos que temos que fazer tudo sozinhos. Então, quebramos nossas ligações com as forças divinas em nós e os obstáculos aparecem e tudo fica parado até você voltar-se para dentro e dizer:
- Espera lá. O caminho que estou seguindo não vai me levar à felicidade. Eu não posso ir sozinho. Eu e Deus somos um.
Nesta hora as forças do Universo voltam a fluir em sua vida e tudo começa a andar de novo. Mas não adianta só falar, é preciso agir de acordo com o que se crê.
Deus só faz através de você. Por isso, contar sempre com Ele é o segredo dos que parecem ter sorte. A sorte não existe, minha gente! Tudo é a gente que de uma ou outra forma faz acontecer.
Para se sentir seguro é preciso contar com o invisível. Só o invisível dá alguma garantia. O visível é inconstante e passageiro, mas Deus que é o invisível é que garante o milagre'.
Não existe este "eu isolado", pois tudo está integrado.
Se você pensa estar isolado e que por isto tem que fazer tudo sozinho, então está pondo de lado os poderes invisíveis e é por isto que tudo pára e se complica.
Lembre-se: Eu e Deus somos um!


portal@d24am.com
Evangélicos se negam a fazer projeto sobre cultura africana
Professores e alunos de uma escola estadual rejeitaram apresentar trabalhos sobre cultura africana durante Projeto Interdisciplinar e alegaram discriminação contra religião evangélica.
Manaus - Um grupo de 14 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio se recusou a apresentar uma feira sobre cultura africana na Escola Estadual Senador João Bosco de Ramos Lima, na Avenida Noel Nutels, zona norte de Manaus. Os estudantes se sentiram ofendidos com os estudos propostos e queriam apresentar o trabalho com outro objetivo: As missões evangélicas na África.
Os professores não aceitaram o tema e os estudantes montaram sua barraca na frente da escola sem o consentimento dos educadores. "O que eles queriam apresentar fugia totalmente do tema e eles acabaram montando a tenda fora da escola, no sol. Depois de conversarmos eles foram para o pátio, mas o trabalho não podia ser avaliado porque não tinha a ver com a feira", disse o coordenador adjunto da escola Raimundo Cleocir.
O caso gerou a revolta nos pais, que foram para escola tentar saber o motivo das notas baixas que os filhos iriam receber. Os estudantes alegaram discriminação contra a religião evangélica e, ao saberem do caso, militantes dos direitos humanos avisaram as entidades respectivas.
A escola realizou uma reunião entre os professores, pais e alunos para explicar o ocorrido com a participação de representantes dos Direitos Humanos, Movimento Religioso de Matriz Africanas, Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Marcha Mundial das Mulheres.
Como representante do Conselho dos Direitos Humanos, Rosaly Pinheiro mediou a reunião. "Fomos convocados para mediar a reunião, pois é um assunto muito delicado e é preciso articular com as pessoas o argumento de que vivemos numa democracia, e todos tem liberdade de expressão", declarou.
Jefferson Carlos, um dos alunos, explicou as razões de sua equipe não concordar com o tema. "Tivemos que ler um livro chamado Jubiabá do Jorge Amado, onde um garoto tem amizade com um pai de santo. Eu achei muito estranho isso porque teríamos que relatar essa história no trabalho. Queríamos apresentar de outro modo, sem falar sobre isso".
Mãe de uma das alunas, Wanderléa Noronha, contou estar decepcionada. "A discriminação aconteceu conosco. Minha filha não quis apresentar o tema e sofreu bullyng pelo os outros alunos. Por que não pode haver espaço para a religião evangélica na feira?", indagou.
O pastor Marcos Freitas do Ministério Cooperadores de Cristo, do qual os alunos fazem parte, não gostou da literatura que foi estudada nos trabalhos. "Tinha homossexualismo no meio, eles querem que os alunos engulam isso?", disse.
Leis 10.635 e 11.645
Luiz Fernando Costa, que faz parte do corpo docente da escola e também é Presidente do Movimento Negro no Amazonas, destacou na reunião que a escola seguia as diretrizes da lei federal 10.635 e 11.4645 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas escolas.
"Todo este tema está no currículo da escola, a discussão é sobre ensino das culturas e não sobre a religião" afirmou.
Raimunda Nonata Corrêa, dirigente da Coordenação Amazonense das Religiões de Matriz Africana (Carma), concordou que também a religião não era o foco do debate. "A escola não é espaço de disputa religioso, mas sim para qualificar um aluno com cidadão brasileiro, num país que é plural"
Direção
A diretora da escola, Isabel Costa, disse nunca ter visto isso nos sete anos que o Projeto Interdisciplinar aconteceu. "Eu fiquei muito abalada com o tamanho da confusão que se deu", contou.
Ainda segundo Isabel, uma reunião com o Secretaria de Estado de Educação (Seduc) acontecerá semana que vem para decidir as notas dos alunos.
Feira Cultural
A 8ª Feira Cultural faz parte do Projeto Interdisciplinar de Preservação da Identidade Étnico Cultural da escola, que tem como objetivo o ensino da contribuição das diversas culturas para a formação a identidade brasileira.
A programação, que começou na segunda feira (7), incluía exposição de trabalhos sobre autores que pautavam a diversidade étnica como José de Alencar, Jorge Amado, Castro Alves, entre outros. O término da feira aconteceu nessa quarta-feira (9).