terça-feira, 3 de julho de 2012

DEUS SEGUNDO SPINOZA



As palavras abaixo são de Baruch Spinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.

DEUS SEGUNDO SPINOZA ( Deus falando com você )

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade
fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,
no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se fostes comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostastes, se te divertistes... Do que mais gostastes? O que aprendestes?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu:
“Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

POR QUE SOMOS TÃO VAMPIRIZADOS ENERGETICAMENTE?

Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados. É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal. Também vem a falta de paciência e o desânimo. O motivo: estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados.
Qual é a causa para tantas perdas de energia? Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?
São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos, mas alguns são mais marcantes, logo significativos.
Antes de tudo é importante dizer que o corpo físico humano só existe e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, outros de prana ou simplesmente Ki. São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade, mas o fato principal é que somos energia.
A força vital que nos alimenta recebe influencia direta dos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia, e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.
Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano. Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos promovem a manutenção desta bioenergia.
O problema é que somos seres muito emocionais, o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa, e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem, expandem-se e movimentam-se freneticamente. Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, há um consumo excessivo de energia vital e a bioenergia humana se desequilibra. Então junte todos esses acontecimentos do dia, enumere-os um a um, e perceba que esses eventos são muito comuns na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.
Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... Você se desgasta.
Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... Você se desgasta.
Você sente raiva no trânsito... Você se desgasta.
Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... Você se desgasta.
Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... Você se desgasta.
Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... Você se desgasta.
Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... Você desgasta.
Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética que normalmente nos encontramos ao entardecer. Este fator contribui muito para o aumento da intolerância, do estresse, da raiva, da falta de amor e das doenças físicas e emocionais no mundo.
Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento... Esquecer quem somos, de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra. Ter emoções é humano! Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma, com a sua essência ou Eu interior.
Não podemos mais viver no “piloto automático”, sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma. Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem, avião ou metrô, na fila de um banco e até mesmo em pequenos intervalos de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.
Não devemos fechar os olhos apenas para dormir, mas para olhar para dentro. Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala. E ela fala!
Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis para reverter esse processo de exaustão energética, ou como dizemos na comunidade espiritualista, vampirismo energético. Mas a principal dica, ou melhor, a causa raiz do problema é que deve ser observada: o esquecimento de quem somos e da nossa essência.
Volte-se para você durante o seu dia, ouça a voz da sua consciência, respire fundo alguns minutos, eleve-se a Deus, faça uma oração do seu jeito e desenvolva a gratidão.
Se você tomar essas práticas como uma rotina, em uma semana você já será uma nova pessoa. Pode fazer o teste!

Governo quer fórmula móvel para aposentadorias Ministra Ideli Salvatti disse que é preciso adequar benefício à expectativa de vida da população


Em café da manhã com a imprensa, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que em 10 de julho se reunirá com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Previdência, Garibaldi Alves, e os líderes dos partidos da base aliada, para tentar chegar a um texto sobre a substituição do fator previdenciário para, de preferência, ser votado ainda este ano.
A proposta com maior aceitação pelos líderes e que começa a ser absorvida pelas centrais sindicais é a chamada 85-95, pela qual as mulheres poderiam se aposentar com 55 anos de idade e 30 anos de contribuição (85), e os homens se aposentariam com 60 anos de idade mais 35 de contribuição (95).
Mas a ministra Ideli avisou que é preciso que, desde já, se estabeleça uma “fórmula móvel”, para que a proposta adotada não fique defasada com o crescimento da expectativa de vida da população. “Basta a expectativa de vida crescer mais cinco, dez anos, que essa fórmula 85-95 já fica defasada”, comentou Ideli, ao acrescentar que “houve sinal por parte dos líderes da possibilidade de fazermos uma espécie de fórmula móvel, adaptada, hoje 85-95, quando sobe a expectativa de vida, também sobe o resultado da somatória.” 
Ao falar das reuniões técnicas que serão realizadas esta semana e da reunião em 10 de julho, para tratar da proposta previdenciária, Ideli explicou que o governo está em busca da “melhor fórmula” para substituir o valor de cálculo das aposentadorias. 
Segundo a ministra, “tem de reestruturar a Previdência a essa nova realidade. Um debate que acho que surgiu, além da idade mínima, é que a fórmula apresentada 85 para as mulheres, somar idade com tempo de contribuição, e 95 para homens, numa expectativa de vida, num determinado patamar, ela pode ser uma fórmula adequada”. "Eu dei um exemplo concreto: fator previdenciário. É importante fazer a correção de algum tipo de injustiça que a fórmula do cálculo das aposentadorias embute no fator previdenciário. É correto isso? É. Então, vamos aproveitar isso pra dar uma reestruturada e sustentabilidade maior na previdência”, comentou a ministra, que afirmou ser importante não só fazer adaptação agora, mas que é preciso deixar uma brecha para modificações futuras para que não haja uma nova desatualização do processo de aposentadoria. (AE)


Plante bençãos

Encontre a verdadeira semente de luz que existe dentro de você.
Trabalhe para desenvolver essa semente na sua profissão, no seu lar, no grupo de amigos, em todos os lugares que a sua presença é valiosa.
Distribua a luz também a todos que um dia o procurarem, para receber sua semente plantada e crescida como uma árvore frondosa com raízes profundas de sabedoria.
Nesta árvore, cultive o perfume das flores que acalmam a alma, e aguarde os frutos que realizam a alma; conforme sua conduta na vida íntima, na vida familiar, na vida profissional, na amizade e nas dificuldades.
Cultive sempre a humildade e limpe os resíduos tóxicos do preconceito.
Respeite a sua natureza consagre a natureza dos demais.
Não imponha suas palavras, demonstre em exemplos, saiba que honra e caráter fazem bem à saúde.
Encontre na maturidade do ser, o despojo da vaidade que ilumina a inveja e o ciúme, e não leva a caminho algum.
Cuide de sua boca, pois a palavra é luz que abençoa ou sombra que aprisiona.
Cuide de seu comportamento, pois a atitude é a benção que consagra ou a capa que isola e o coloca na solidão da alma.
Cuide de seus pensamentos insanos, pois a pureza não é tolice do ser, a pureza é reconhecer que todo ser tem o seu valor.
Cada ser deve ser aproveitado, encaminhado e colocado em serviço da Luz Maior.
Por que só somos abençoados conforme vivemos!

Miriam Zelikowski



A CAMINHO DA VIDA


Certa alma, às vésperas de vir para a Terra,foi a presença de Deus e Lhe disse:
Senhor, já que decidiste mandar-me para o mundo, venho trazer-Te meus pedidos.
- Quero ser como o escuro da noite que dá proteção àqueles perseguidos pela injustiça ...
... ser como o prateado da lua que leva uma réstia de luz para aqueles que abandonam seus sonhos ...
... ser como o brilho das estrelas, oferecendo pontos luminosos para os que se perdem nas trevas da amargura 
... ser como as cores do alvorecer e do arco iris, lembrando os desalentados de que não há tempestades eternas 
... ser como o calor do sol que aquece os corpos e as almas daqueles que sentem frio ...
... ser como o canto dos pássaros para alegrar os ouvidos dos tristes ...
... ser como os frutos e a sombra das árvores para oferecer alimento e descanso aos viajantes cansados ...
Senhor, quero ter a nobreza dos animais para jamais insultar a Vida ...
... ter a fidelidade do cão para levar aos maus o perdão e o Amor Incondicional ...
... ter a inocência da criança, para demonstrar que é possível prosseguir a caminhada após a queda ...
Reveste-me, finalmente, do senso de Justiça e de Amor do Seu Filho.
Senhor, fazei-me capaz de ser o que peço!
Assim Deus lhe respondeu:
" Tranquiliza-te, alma inquieta ...
Vou dar-te algo que é suficiente para tudo que me pedes:
o Poder de realizar as tuas vontades.
Tu poderás escolher o caminho do Bem ou trilhar as trevas do egoísmo mundano.
Tu poderás TUDO!
Vou mandar-te para o mundo na forma de Ser Humano
(Autoria: Silvia Schmidt)

O que prevalece dentro de você, agora?



 
Se for uma serenidade, paz, amor, esperança,
tudo bem, prossiga. Se for uma ansiedade, temor,
abatimento, é este o momento de reagir e buscar melhorias.
 
Os seus pensamentos influem externamente, mas influem ainda
mais  internamente,  ocasionando  sensações  agradáveis,  se  você
mantém visão otimista, ou desagradáveis, se se apega a raivas e desesperanças.
 
Procure mais motivos para se alegrar do que para se entristecer.
Quando prevalece o positivo, a felicidade aparece.
 
 
Lourival Lopes
Sabedoria todo dia

DESTINO


''O destino não é uma questão de sorte é uma questão
de escolha; não é algo a se esperar, é algo a se conquistar.''
Viver, será apenas respirar oxigênio?
Viver, será apenas o bater do coração?
Ou será que viver é aproveitar intensamente a vida?
Sim, o que entendemos por viver?
Viver é amar...
Viver é sofrer...
Viver é sorrir...
Viver é dar...
Viver é receber.
Sim, somente amando o próximo como a nós mesmos,
sofrendo com nosso semelhante a sua dor, sorrindo
para aquele que já esqueceu de sorrir,dando um pouco
de nós mesmo a quem nada tem, recebendo um pouco
daquele que tem menos ainda...
Sim, isto é viver...
Se nós procurarmos enxugar a lágrima do próximo, não
teremos tempo de soltar a nossa, se dermos um pouco
de nosso calor humano, não teremos tempo de sentir frio,
se amarmos o nosso inimigo, que é quem mais precisa de
amor, não teremos tempo de sentir solidão".
Sim, isto é viver...
Viver é uma maneira maravilhosa de aproveitar este dom
maravilhoso que é a vida, e não passar pela vida em tal
alheamento que ao chegar ao fim nem se sabe que viveu.
(Desconheço Autoria)...

DIETA DA ALEGRIA

Não guarde mágoas. Guarde lembranças.
Não chore lembranças. Recorde alegrias.
Não viva do passado. Aproveite o presente.
Não fuja do agora. Prepare o amanhã.
Você pode e deve escolher o roteiro da sua vida.
Apague o que já passou, não retorna mais.
Refaça seu acervo de lembranças.
As más, relegue ao esquecimento.
As boas dê ainda mais brilho.
Faça a dieta da alegria:
Um sorriso a cada manhã.
E um agradecimento ao final do dia!
Abraços,

segunda-feira, 2 de julho de 2012

COLONIZAÇÃO DO BRASIL


A colonização do Brasil aconteceu no final do século XV, no ano de 1500, quando algumas nações européias estavam envolvidas com a expansão marítimo-comercial. Nesse tempo, nações como Portugal e Espanha lançaram expedições pelo mar em busca de novas rotas marítimas e novas terras que poderiam ser exploradas. Nesse processo, os portugueses anunciaram a descoberta de novas terras ao sul do continente americano no ano de 1500.
Nos primeiros anos da colonização, os portugueses não deram muita atenção aos domínios brasileiros. Nesse tempo, queriam se aproximar mais do comércio com as Índias e se limitou a poucas expedições de reconhecimento, proteção do território e de busca do pau-brasil. Nesse momento, tiveram que enfrentar a resistência de algumas populações indígenas e a ameaça de invasão por outros povos europeus que também tinham interesse em explorar o Brasil.
A partir de 1530, a colonização portuguesa tornou-se mais intensa. A partir desse período surgiram as primeiras plantações de cana-de-açúcar e a exploração da mão de obra escrava começou a se consolidar em nosso cotidiano. Além disso, vale ressaltar o papel assumido pelos padres jesuítas. Chegando ao Brasil, esses representantes da Igreja voltaram-se para a conversão religiosa da população indígena para o catolicismo.
Entre os anos de 1580 e 1640, a colonização portuguesa sofreu uma relativa mudança com a organização da União Ibérica. Nesse período, os espanhóis tiveram à frente das principais ações administrativas relacionadas ao Brasil. Com essa mudança, os holandeses invadiram o nordeste brasileiro e passaram a dominar a produção açucareira naquela região. Nesse tempo a economia portuguesa ficou seriamente fragilizada e a situação não melhorou muito no século XVII, quando o governo português tinha recuperado o controle da colônia.
Uma grande mudança foi notada quando atingimos o século XVIII, quando foram descobertas as primeiras minas de ouro no interior do Brasil. Sendo uma atividade altamente lucrativa, a mineração trouxe a intensificação da cobrança de impostos e a fiscalização por parte das autoridades portuguesas. Em reação, percebemos que essa época também ficou marcada pelas mais importantes revoltas coloniais.
Os revoltosos tinham motivações e objetivos diversos para protestar: desde a falta de auxílio do governo português, até o exagero nos impostos cobrados. Entre essas revoltas ficaram mais conhecidas a Inconfidência Mineira de 1789 e a Conjuração Baiana de 1798. As duas projetaram o rompimento local com as autoridades portuguesas e a fundação de governos independentes. Contudo, a Conjuração Baiana foi a única que se colocou contra a escravidão e teve a participação intensa de populares.
O ano de 1808 é reconhecido por alguns historiadores como o tempo que a ordem colonial passou a ser desmontada no Brasil. Isso porque a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil e concedeu importantes liberdades de ordem econômica e política. Mesmo com maior autonomia, devemos lembrar que era a Coroa Portuguesa que tomava as mais importantes decisões por aqui. É por tal razão que a colonização é oficialmente findada no dia 7 de setembro de 1822, quando nossa independência foi declarada.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Escola Kids
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG

CARLOTA JOAQUINA

                                                 
Carlota Joaquina foi a primeira filha do rei Espanhol Carlos 4º com Dona Maria Luísa de Bourbon, ela nasceu a 25 de abril de 1775 na cidade de Aranjuez. Aos dez anos foi obrigada a contrair matrimônio, por meio de procuração, com o príncipe português D. João, segundo filho da rainha Maria I, a Louca. O casamento de ambos deu-se por interesse das duas famílias, que ambicionavam um acordo entre os dois países. D. João veio a tornar-se príncipe regente e em seguida rei de Portugal, somente após a morte de seu primeiro irmão, D. José, adquirindo então o título de D. João VI. Dona Carlota era uma pessoa que se não se enquadrava nos padrões de beleza, era feia de nascimento, possuía um gênio muito forte e pretendia sempre impor suas vontades.
Assaz cobiçosa, tentou de imediato mandar em seu esposo, porém este não se curvou aos seus desmandos, o que acarretou o afastamento entre ambos. Quando sua mãe adoece, com problemas de demência, D. João passa a viver no palácio de Mafra, ao seu lado, enquanto Dona Carlota permanece no palácio de Queluz junto à família real. Dona Carlota Joaquina deu à luz nove filhos, os quais foram batizados com os seguintes nomes: Maria Teresa, Antonio Pio, Maria Isabel Francisca, Pedro de Bragança – que viria a ser o futuro soberano do Brasil -, Maria Francisca, Isabel Maria, Miguel I, Maria da Assunção e Ana de Jesus. Veio para o Brasil contra sua vontade e assim que chegou ao Rio de Janeiro optou por habitar sempre distante do marido, em localidades campestres, como Botafogo, por exemplo. Somente em festividades públicas os dois eram vistos juntos.
Seu humor variava muito, quando se encontrava de péssimo humor tinha a capacidade de mandar castigar com chicotadas os viandantes que não dobravam os joelhos quando ela passava com sua comitiva. O príncipe não podia colocar a sua autoridade em risco e procurava manter Dona Carlota sempre bem vigiada por agentes secretos, que contratava para lhe informar todos os passos da mesma.
A princesa, com seu gênio voluntarioso, encontrava sempre um meio de comprar algum deles para lhe manter informada do que se passava no Palácio Real e na Quinta da Boa Vista. Um espião em particular ficou muito conhecido na época por trabalhar para ambos simultaneamente, Francisco Gomes da Silva, cujo apelido era Chalaça. Entre as várias informações relatadas ao príncipe, algumas eram irrelevantes, outras, porém, eram graves, como os vários amantes de sua mulher e as tramas que articulava contra o príncipe, no intuito de lhe tirar o poder das mãos. No ano de 1816, após o falecimento de D. Maria lª, Carlota Joaquina é declarada rainha.
Quando retorna a Portugal, após a Revolta do Porto, torna pública e notória sua insatisfação para com o regime constitucional que impera, o que acarreta na invalidação de seu título honorífico português. Isolada na Quinta do Ramalhão, ela maquinou para o retorno do absolutismo, e após o falecimento de D. João VI, tentou convencer o filho D. Miguel a apossar-se da coroa, mas a tentativa foi frustrada, pois ela por direito pertencia a D. Pedro I, que posteriormente a reivindicaria. D. Carlota Joaquina vem a morrer no palácio de Queluz, em Lisboa, a 07 de janeiro de 1830.
Por Miriam Ilza Santana