sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ioga espiritual


O médico americano David Frawley fala como a ioga e a medicina aiurveda podem ajudar no equilíbrio do corpo e da alma.


“Espiritualidade e ioga são duas coisas indissociáveis.” A afirmação é do médico americano David Frawley, um dos principais nomes da aiurveda, a tradicional medicina indiana, no Ocidente. Frawley esteve em São Paulo no mês de agosto para o I Congresso Internacional de Yoga e Ayurveda. Para ele, existe hoje uma confusão entre ioga e exercício físico. “Em minha opinião, a ioga tem que ser praticada num ambiente sagrado, e não numa academia, em que as pessoas ficam suando”, diz. Em sua passagem pelo país, ele conversou com BONS FLUIDOS sobre como a ioga e a medicina aiurveda podem ajudar no equilíbrio do corpo e da alma.



O senhor costuma ressaltar a importância da ioga para a saúde. O que fazer quando alguém não consegue praticá-la?
A pessoa sempre pode fazer algum tipo de ioga. Porque ioga não é só conseguir realizar uma posição muito difícil. O processo mais forte dessa prática é a respiração. É preciso soltar a tensão interna e pegar mais a força da vida para colocar dentro de você. Então todo mundo sempre pode fazer alguma prática: respiração, meditação, concentração e até posturas sentadas bem simples. Não precisa ser nenhum atleta para se beneficiar da ioga.
Quando se fala em meditação, diz-se muito sobre silenciar a mente. Como conseguir isso?
Nossa mente está sempre em movimento. Nunca damos tempo para ela descansar. O que acontece é que há um desgaste, uma exaustão. Então, ela também precisa de um espaço de calma. Isso pode ser conseguido quando você se dá tempo para olhar uma paisagem bonita, apreciar o mar, a montanha. São formas de meditação porque ficamos apenas na contemplação e os pensamentos calam. Você se sente bem, seus problemas desaparecem. Essa é uma meditação feita naturalmente. Trazemos energia para a mente para que ela possa se renovar.
Como o senhor define a mente? Existem muitas definições para a mente. Na ioga, nós temos um termo chamado chitta (“mente” em sânscrito). Chitta abrange todos os aspectos do campo mental: a intuição, os sentimentos, o raciocínio e o inconsciente. Quando falamos em mente, restringimos esse termo a algo racional. Só que, para a ioga, chitta abrange todo o campo de atuação mental.
Ioga é espiritualidade? Depende. Um asana (postura) é algo que qualquer um pode fazer. E as pessoas estão vendo a ioga como asanas. Só que o principal da ioga é a meditação e a respiração. Na ioga tradicional, o asana é visto como uma preparação do corpo para que você consiga fazer essa meditação. Na visão moderna, a gente costuma olhar a ioga como se fosse apenas um exercício. A ioga tradicional, que eu considero mais espiritual, inclui também a meditação, os mantras, o olhar para si mesmo. Mas é importante lembrar que a ioga não é a promoção de uma religião. Ela prepara para encontrar o divino em você: ao conseguir colocar a mente num estado de calma e silêncio, é possível levá-la a mente para o divino.
Ioga é experimentar a espiritualidade em nível individual. É para entender a si mesmo e ver o potencial divino que existe em você.
Em que aspecto a espiritualidade colabora com a saúde? A energia divina é a fonte de vida. Se você não tiver energia, não tem força. Você fica desequilibrado. A razão de nossa vida é desenvolver a espiritualidade. Não é viver mais, não é ser mais feliz. Se não tiver espiritualidade, não haverá vitalidade. Por isso, o objetivo de cada um de nós tem que ser atingi-la. E a espiritualidade da qual falo não é uma coisa abstrata, uma crença. É você prestar atenção na natureza, nas pessoas. Isso nos ajuda a ter uma consciência maior e mais profunda, para que possamos entrar mais fundo neste Universo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Valores do corpo e do espírito






Viver no mundo é estar em contato permanente com o desejo de ter coisas, pessoas, riquezas.

Nos shoppings e meios de comunicação, o apelo é sempre para comprarmos mais, consumirmos mais, acumularmos mais.
O que fazer, já que somos treinados desde pequenos para desejar conforto, prazeres, bens?
Como escapar a esse verdadeiro fascínio que as coisas materiais exercem sobre nós e nos tornam escravos do trabalho e do dinheiro?
Havia um homem muito rico, um milionário cujas terras pareciam não ter fim. Certa noite, ele olhava para a extensão de suas propriedades e alegrava-se profundamente.
Via os imensos campos, os trigais maduros, os celeiros cheios, as moedas que enchiam os cofres.
Ele pensava: “Tenho tanta coisa que já nem cabe nos depósitos. Amanhã mandarei derrubar estes celeiros e construirei outros maiores.”
E o homem dizia para si mesmo: “Alegra-te, minha alma, pois tens riquezas para muitos anos. Descansa, come, bebe, diverte-te.”
O que esse homem não sabia é que naquela mesma noite morreria. Suas terras, riquezas e todos os seus bens materiais ficariam para trás.
A história desse homem rico é adaptação de uma parábola contada por Jesus.
Era uma ocasião em que o Mestre queria ensinar que não devemos nos fixar excessivamente nas coisas materiais, pois elas são temporais, passageiras.
Ensinava Jesus que os verdadeiros valores são os do espírito. Esses continuam conosco: seguem com a nossa alma quando a morte chega. Por isso eles devem ser a nossa principal fonte de atenção.
O mundo exerce um enorme fascínio sobre as pessoas. Ao nascermos, esquecemos nossa verdadeira origem: a natureza espiritual. E mergulhamos em um ambiente onde quem é mais esperto e competitivo leva a melhor.
Para piorar, somos julgados pelo modo de vestir, pelo lugar em que moramos, pelo tamanho da conta bancária.
Muitas vezes desejamos escapar dessa lógica perversa, mas como fazer isso?
Alguns mais radicais acreditam que a solução é fugir do mundo, escapar das regras sociais, viver como ermitão, longe de tudo e de todos.
É uma opção extrema, mas não é a solução.
A vida em sociedade lapida os nossos relacionamentos. Isolar-se é fugir. No relacionamento com as pessoas é que podemos ver quem realmente somos.
Viver em isolamento é uma artificialidade. Coragem real é expor-se às situações e tornar-se vencedor.
Por isso, para escapar da atração das coisas materiais a solução é o equilíbrio. Trabalhar sim, mas sem se tornar escravo.
Acumular o suficiente para o sustento do corpo, mas sem ceder à ganância. Desejar as coisas boas, mas sem exageros.
Uma frase resume tudo isso: viver no mundo e não para o mundo.
E a fórmula para manter os pés no chão é bem simples: basta lembrar que um dia deixaremos roupas, jóias, imóveis, dinheiro. Tudo ficará aqui na Terra.
E, ao morrermos, a pergunta então será: o que levamos com a nossa alma? Que exemplos deixaremos? Que boas lembranças nossos amigos e parentes terão de nós? Acredite: isto, sim, é essencial.


**Recebi por e-mail,desconheço a autoria





GESTÃO DE SI PRÓPRIO

Kaizen é um verdadeiro foco na gestão de si próprio.

É uma palavra japonesa que quer dizer "melhoria contínua".
Outro dia recebi uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro.
Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro. Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente começa a prosperar.
Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta.
No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência.
Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar.
Entenda: O processo de melhoria não deve acabar nunca. A acomodação é o maior inimigo do sucesso!!! Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino..
"O que você é" acaba sendo muito mais importante do que "o que você tem".
A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?". Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje.
Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos. O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos.
Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou.
Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa. Produz mais? Vale mais; ganha mais.
Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa.
É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro. É só ver o que acontece com os ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos perdem tudo. Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos.
Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida:
"Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje."
Esse deveria ser o foco da sua atenção. Não é preciso saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos. Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente/superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma... o de não mudar: "Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve."
PENSE BEM NISTO!
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível."
Que Deus continue iluminando seus passos, e principalmente suas ações.
Desconheço a autoria.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ATIVE O SEU DNA – ELEVE A SUA FREQUÊNCIA

Mensagem de Selácia - 9 de Setembro de 2011


“Vocês e o resto da humanidade estão em um processo de transformação espiritual, descobrindo como incorporar uma consciência mais elevada. Enquanto vocês avançam neste processo, menos o medo se torna uma força motriz em sua vida.

“À medida que vocês evoluem espiritualmente, a energia que vocês transmitem ao mundo é mais amorosa. Esta energia amorosa mantém uma frequência, também considerada como uma medida de vibração. A frequência do amor é mais elevada do que a do medo. Quanto mais vocês puderem incorporar a frequência do amor, mais amor vocês experienciarão no mundo.
“Vocês estão no processo agora de fazer esta mudança. Ela é grande e irá mudar tudo em sua vida. Esta mudança acontece ao longo do tempo. Ela envolve energia e consciência. Vocês se sairão melhor em alguns dias do que em outros. Afinal, o modo de ser baseado no medo que vocês aprenderam deve ser esquecido. Está muito enraizado em vocês e em todos que vocês encontram.
“Vocês não podem manter eficazmente as energias de frequência mais elevada se estiverem fora do equilíbrio em qualquer nível – físico, emocional, mental ou espiritual. Mesmo a pessoa mais experiente será desafiada a permanecer em equilíbrio, assim não se julguem ou aos outros. Descubram como se tornar mais conscientes do que estão pensando, sentindo e fazendo. Investiguem e coloquem em ação as ferramentas de transformação que os ajudarão a encontrar e permanecer em seu centro.
MOVENDO-SE EM DIREÇÃO ÀS ENERGIAS DE FREQUÊNCIA MAIS ELEVADA
“Como eu descrevo em meu novo livro, cada um de nós está em um processo de despertar. Estamos aprendendo a manter e transmitir as energias de frequência mais elevada do amor. Isto não é uma tarefa fácil. Estamos mergulhados no medo; as gerações anteriores a nós foram condicionadas a viver de uma maneira desconectada e disfuncional. O que aprendemos deve ser esquecido. As falsas noções que alimentaram as nossas superstições e o ódio devem ser trazidas à luz e desmanteladas.
“Uma das maneiras mais poderosas que conheço para trazer a mudança necessária é trabalhar com o nosso próprio DNA.
“Vocês sabiam que o DNA nas células do seu corpo é divino e inteligente – capaz de lhes dar uma contínua fonte de sabedoria?
“Vocês sabiam que o que está armazenado em seu DNA irá influenciar o seu progresso espiritual e a sua habilidade de manter as frequências mais elevadas do amor e da alegria?
“Nosso DNA é como um registro akashico da jornada de nossa alma ao longo do tempo. Todas as nossas experiências estão lá no DNA. Isto inclui os sistemas de crenças, a sabedoria de vidas passadas, dons aperfeiçoados em outras existências, nossas tendências herdadas através da linha genética de nossos antepassados, e os nossos julgamentos e preconceitos aprendidos ao longo do tempo.
“Para a maior parte de nós, são necessárias, literalmente, existências para dominar a maioria das qualidades benéficas como a bondade e a paciência.
“Nós temos a oportunidade – com a ativação e a cura do DNA – de mudarmos os padrões disfuncionais que, de outra forma, poderiam permanecer como obstáculos para vidas futuras. Enquanto limpamos os padrões de vibração menos elevada, elevamos a nossa frequência. Quando ativamos o nosso DNA, nós temos um impulso imediato em nossa frequência. Conectamo-nos com uma maior consciência de quem nós somos, quem não somos e por que estamos aqui.
“Ferramentas que nos ajudam a elevar a nossa frequência incluem a meditação, sons sagrados, óleos essenciais terapêuticos e cristais. Estas ferramentas nos ajudam em nosso processo de iluminação e eu as incorporo em meu trabalho de cura.”
Direitos Autorais 2011 por Selácia, canalizado para o Conselho dos 12.
http://www.selacia.com/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MPE solicita pagamento do piso salarial do magistério

em » 12/09/2011 MPE solicita pagamento do piso salarial do magistério

16h49min
Em uma ação civil pública, o Ministério Público Estadual (MPE) solicita que o Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul que determine que o Estado atenda a lei que institui o Piso Nacional do Magistério de R$ 1.187. O documento pede o escalonamento dos vencimentos da seguinte forma: pagamento de 2/3 da diferença entre o salário dos professores e o Piso Nacional retroativo a 1º de janeiro de 2009; integralidade do mínimo a partir de 1º de janeiro de 2010; e integralização definitiva após o julgamento final da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), que contestava o piso e foi considerada improcedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão de pedir a instituição do piso se deu para evitar o grande número de processos pedindo o pagamento do piso, que já foi votado e está legalizado. No total, há 2 mil ações em andamento, mas o número poderia chegar a 200 mil, de acordo com o MPE. Cada ação destas chega a custar R$ 900 ao Judiciário. Segundo o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais do Ministério Público, Marcelo Dornelles, a ação beneficia os professores, o Poder Judiciário e o Estado, pois vamos trazer economia aos cofres públicos”.
Em um segundo momento o MPE pretende replicar a ação em municípios do Estado, já que a decisão do STF também é válida para os professores da rede municipal. Em liminar, o MPE requer a inclusão no orçamento para 2012 e para os anos seguintes de previsão de recursos para o pagamento do Piso Nacional do Magistério.

sábado, 10 de setembro de 2011

...mexa-se - Calunga - Livro Tudo Pelo Melhor - Capítulo 10

Que satisfação a gente pegar uma coisa que está suja e limpar. Que prazer a limpeza! Pegar uma coisa desorganizada e a gente vai ajeitando, ajeitando e quando vê está tudo bem, tudo organizado, tudo certinho no lugar. Como é bom as coisas no lugar certo. Tudo tem lugar certo, tudo tem hora. Esse povo bagunçado que está aí também tem bagunça na cabeça, porque gosta de tudo bagunçado, relaxado, de qualquer jeito. E cada vez mais, nesse relaxamento, vai criando confusão, barulho, problema e desperdiçando a energia da vida, que é tão importante.
A paz depende de você conquistar o equilíbrio. E o equilíbrio depende de você conquistar a ordem. Organizar sua vida, as coisas, os objetos, os trabalhos, os horários para as coisas, não querendo demais, organizando com uma certa folga, com capricho para você fluir com equilíbrio na vida.
É preciso não deixar as gavetas abertas depois de tirar o que você queria. Abre, usa e fecha para que haja ordem. Na vida interior, parece a mesma coisa. A gente começa uma coisa e, antes de ir para outra, acaba aquela. Acaba as coisas do passado que já passaram. Não deixa o ressentimento daquilo que não deu certo continuar com essa gaveta aberta. Passou, passou. Acabou, acabou. Não deu certo, não deu. Vamos começar de novo. Mas vamos fechar a gaveta primeiro para abrir outra.
Não adianta a gente querer ir para uma vida nova, uma função nova, uma tentativa nova, se a outra não está ainda acabada. Quanta coisa inacabada que vocês têm. Precisa acabar as velhas coisas, aquela situação ruim que você deu uma bola fora. Você errou e todo mundo riu. Você ainda está guardando aquilo, em vez de dizer:
- Bom, riu, riu. Já foi, já foi. Acabou, acabou. Não vou guardar isso. Vou fechar a gaveta para abrir uma outra. Hoje é um novo momento, quero que seja uma gaveta nova. A gaveta foi, foi. Passou, passou. Eu não quero mais nem saber.
A gente precisa ter ordem mental. Você assistiu a um programa de televisão que a impressionou. Ora, desligou a televisão, você vai desligar as impressões:
- Não quero mais essas impressões, esses pensamentos. Acabou, acabou. Não quero mais ver, não quero mais pensar.
Ou você pensa o que quiser pensar e depois diz:
- Bom, agora chega de pensar nisso, porque não vale a pena e também não tem mais nada de bom para tirar. Então, acabou. O que tirei, tirei. Acabou, acabou. Já que acabou, fechei a gaveta e vou para outra coisa agora. Quero dormir com as gavetas todas fechadas, tudo acabadinho, tudo em ordem para ter um sono tranqüilo, gostoso, reparador.
Mas vocês não fecham. Fica tudo aberto. Vão deitar e não têm sono reparador coisa nenhuma. Acordam já de manhã poluídos, cansados e metem mais uma porção de coisa inacabada. Fica aquela confusão de coisa daqui, de coisa dali, de conversa daqui, de conversa dali, de tudo o que você passou e o que você sentiu. Tudo naquela confusão. Isso vai dando um cansaço, minha gente, mas um cansaço, que é uma coisa. Um desgaste!
A gente precisa de ordem mental. A mente precisa de ordem, mas vai entulhando tudo em sua casa, entulhando, entulhando, e larga as gavetas abertas. Como vai ficar sua casa daqui a pouco: aquela bagunça, desordem, junta sujeira, junta bicho, quebra as coisas, estraga. E se perdem as coisas boas, não aproveita e vive naquele ambiente tumultuado, cheio de energia pesada e aquela vida que vai ficando cada dia pior.
Como na casa, no mundo interior é a mesma coisa. Uma empresa, para ir para a frente, ela se organiza, ela põe as coisas no lugar, as funções de cada um, põe uma ordem. Quanto mais ordem tiver e se a ordem for bem inteligente, bem aprimorada, então o fluxo da empresa é fácil, o trabalho fica fácil, a empresa produz, os empregados podem então reivindicar seu aumento, melhorando sua qualidade de vida e seu salário. As coisas vão para a frente e todo mundo ganha. Mas se é aquele chefe, aquele dono que larga, que negligencia os impostos, que negligencia suas papeladas, que deixa os empregados fazer o que querem, e um numa coisa, outro noutra, vira uma confusão, que não produz, que não tem dinheiro, que os empregados vão embora, vão dar parte de você no Ministério da Justiça e aquela confusão, aquele atravanco. Quando você se dá conta, perdeu o seu negócio. Então, o sucesso de um comércio, de uma empresa, de uma oficina depende da organização, que você chama de administração, gerenciamento, não é verdade?
Na escola é a mesma coisa. A professora tem que ensinar tudo na hora, porque se ela ensinar tudo de qualquer jeito, uma coisa assim, outra depois, a criança não aprende, não. Fica na confusão. Ela tem que ir cada pouco numa coisa, em ordem crescente de dificuldade. Se não tiver ordem, a criança não pode aprender e ela não vai conseguir ensinar. Tem que gerenciar a educação, as informações para ir, aos poucos e da maneira adequada, fornecendo os elementos para a criança se desenvolver no raciocínio e na inteligência. Por isso que a professora boa é organizada. Tudo tem ordem, tudo tem sua hora, tudo é direitinho. Ela tem a letra muito bem-feita para a criança copiar direito. Ela fala tudo clarinho, fala bem o português, bem organizado o pensamento, as matérias que vai dar, os cadernos todos encapados. Assim fica aquele ambiente gostoso na sala, as crianças não ficam ansiosas, perdidas e tudo vai indo que é uma beleza. A classe avança.
Se isso tudo é tão importante para a gente fazer as coisas direito e chegar aonde quer, por que a gente não faz na cabeça? Me conte. Se na cabeça o mais importante é a gente botar ordem. Ah, meu Deus do céu, botar ordem por dentro para ter paz, para ter equilíbrio, para chegar facinho aonde se quer. É o pensamento que tem que ter ordem, são as emoções que têm que ter ordem. Não tem ordem, tem confusão e se paga caro por isso. Se você não quer passar pela ordem, pela disciplina, você vai ficar no escracho. Sua vida vai ser escrachada, sua vida emocional uma confusão, sua vida mental um problema, porque você já não sabe mais o que pensar, não sabe nem por onde começar. Vai dar o desespero, porque desespero é bagunça interior. Não me venha com essa coisa de que você não tem culpa:
- Ah, coitada de mim, estou desesperada!
- Olhe, vou dizer para você: nem escuto.
O quê? Essa bagunceira, revoltada, relaxada com ela? Vou ficar eu aqui ouvindo esse miado de gato no meu ouvido? Vou, não! Uai, por que eu vou? Já sei que é uma bagunceira. Não vou cair nessa arapuca. Vou chegar para ela e conversar:
- Olhe, minha filha, você está desesperada porque é uma relaxada com você. Se ela se zangar comigo e não quiser me ouvir, paciência! Uai, quem vai sofrer é ela. Eu ainda estou dando para ela a verdade. - O que você fez com o seu tempo? Ficou fazendo o quê? Educou você? Botou ordem? Tratou de você? - Não, eu estava cuidando de filho, de marido, de não sei quem, sei o que lá mais. - Olha, minha filha, você é tontona. Não faz o trabalho que precisa fazer com você, depois paga o preço. Agora, quer que eu faça o quê? Bote ordem na sua cabeça? Como um defunto pode botar ordem na sua cabeça? Milagre? Uai, ainda não sou Deus para fazer milagre. Se fosse detentor de todo poder, pode ser que eu pudesse fazer. Mas acho que se nem Deus está fazendo é porque Ele também não pode, pode não, porque Deus faz tudo o que pode pela gente. É a lei do amor. Ele vive na lei do amor. Se Ele não fez é porque não pode. Se Ele lhe deu o poder de fazer e você não fez, Deus não vai se meter, não. O que é Dele, Ele faz. Agora o poder é seu. Você põe ordem ou desordem. O que você quer pôr na cabeça? Põe desordem, preguiça, resistência. Não é cooperativa com sua natureza. A natureza que não se cuida morre que nem planta. As plantações, se não cuidar, não dão nada. Chega na época da colheita, não deu nada. Olhe, minha filha, você que está aí nesse desespero, vamos ficar quieta, parar com esse escândalo todo e considerar:
- Uai, estou aqui nessa vida confusa, tudo perdido, porque eu também não pus ordem em nada. Quanta porcaria que eu já deveria jogar fora e não joguei. Quanta coisa que eu deveria limpar em mim. Toda semana tenho que fazer um bom trabalho de limpeza comigo: o que vai ficar, o que não vai ficar, as gavetas e os armários que eu tenho que fechar, as coisas que eu passei, mas que acabou, acabou. Não quero ficar com essa impressão, não é verdade? Procurar ver o que quero abrir, onde vou pôr meu pensamento, minha intenção, o que vou fazer com esse sentimento, como vou acreditar na vida, onde vou pôr minha fé, os exercícios interiores, as leituras sadias, as coisas que vou escolher para criar para mim um sistema bem organizado, bem forte para enfrentar meu dia-a-dia. Hein, companheiro, me conte.
- Eu estou com problema ...
- Você só sabe ficar com problema. Que problema, meu filho? A vida não tem problema nenhum. A sua cabeça que é problemática, confusa, vê tudo difícil, vê tudo ne-gativo. Que besteira esse negócio de ver tudo negativo! Por que você não corrige isso? Corrija tudo isso. Quando começar a ver tudo negativo, diga:
- Pára! Devo estar vendo tudo torcido. A vida é boa. Ah, não vou ficar vendo as coisas pelo lado pior, não! Vou ficar pelo menos quieto. Se não sei ver pelo lado bom, se tenho medo de me iludir, pelo menos o negativo não vou, não. Prefiro não pensar nada e deixar a situação ir se mostrando para ver o que vou fazer a ficar pensando besteira, seja ilusão do certo ou do errado. Não quero pensar nada.
Assim, vai dando uma calma. Não precisa adivinhar as coisas. Vocês adivinham, em vez de ver as coisas como são mesmo. Parece que todo mundo tem bolinha de cristal. Em vez de ver de verdade, querem todos imaginar. Uai, a cabeça que imagina demais acaba toda enlouquecida. Imaginação é boa do jeito certo, na hora certa, porque senão, meu filho, é uma faca de dois gumes. Cuidado! Administre melhor essa imaginação. Administre melhor suas escolhas, companheiro. Você é livre para escolher, mas vê lá o que você está escolhendo. Olhe bem claro. Muita calma, que você é delicado. Você é um ser humano, um aparelho complexo e delicado. Vá com jeito, vê lá, porque quem escreve o seu destino é você.
Você também precisa pôr na prática as coisas que já sabe. Precisa tirar essa hipnose que você entrou de fazer as coisas sempre iguais. Precisa arrancar, dizer: "Não! Agora as coisas são assim", com firmeza, para você caminhar para a frente, para poder digerir e usar o que aprendeu de melhor. Precisa de cuidado, insistência, atenção, ordem, disciplina. Força com você, no bom sentido. Vê lá se não vai se machucar.
Ginástica, a gente tem que tomar cuidado para não fazer demais e arrebentar a gente. Tem que ser tudo direitinho, na hora certa. Com disciplina, você vai crescendo os exercícios, os músculos vão melhorando e vai ficando cada vez mais hábil. Mas tudo tem um caminho, uma disciplina. Se você não aceita a disciplina, se está na ilusão de que ser livre é ser anárquico:
- Ah, porque só faço o que eu quero e se estou com vontade, Calunga.
- Tá bom, minha filha. Mas não queira o que você não planta. Não me venha com a choradeira depois dizendo que não tem. Porque quem quer precisa plantar e quem planta precisa cuidar, senão os bichos comem. Precisa prestar atenção na planta todo dia para ver se ela está indo bem. Precisa de água, de adubo, de sol. Precisa dar uma olhadinha, uma namoradinha todo dia, que ela vai. Sem namoro não vai nada, não, hein, filha. Não estou falando para forçar você, estou falando para namorar. É a persistência, é o carinho, é o cuidado. Cuidado é disciplina. Água precisa, dia sim, dia não, dia sim, dia não. Tem que entrar na disciplina. Se puser dois dias em seguida, ela pega água demais e pode fazer mal para ela. Se pular um dia a mais e ficar três dias sem água, ela pode começar a ter problema. É dia sim, dia não. Depende da receita e depende da planta. Toda planta tem que ter uma disciplina para ficar bem, no melhor dela.
Ginástica também, minha gente. Tem que ser todo dia um pouquinho, senão não dá resultado. Então, a gente vai e faz um pouquinho e no dia seguinte mais um pouquinho. É todo dia, é cinco vezes por semana. Quando puder e quiser um propósito maior, tem que apertar essas horas. Tem que apertar o tempo, tem que apertar o número de exercícios. Tudo é disciplina: o que você vai comer, o que vai pôr para dentro para não estragar seu corpo, que tipo de alimentação, que tipo de dieta, porque não se pode comer de tudo nesse mundo, não.
Que tipo de dieta mental você vai fazer? Me conte. Você não faz dieta mental? Está no abandono" Tem uma série de coisas que não vai querer ver, tem uma série de coisas que não vale a pena pensar, vá separando. Em que vai pensar essa semana? Essa é a semana do "eu me amo". Então, vou fazer tudo o que eu sei do eu me amo. Semana que vem? Ah, a semana que vem é do "eu sou forte". E assim vai, fazendo suas dietas mentais, trabalhando daqui, trabalhando dali e quando você vê está forte, está firme, nutrida, está cheia de qualidades, está cheia de coisa boa que desenvolveu. Mas sem disciplina não tem jeito, não! Não me chame, porque eu sou que nem Deus. Eu, hein? A pessoa fez a cama, agora deite. Não tenho pena, não. Uai, por que vou ter pena de você? Você é um ser que nem eu, desgraçado pela própria vontade. Você acha que é um desgraçado?
- Ah, Calunga, não sei, sou inocente ...
- Não vem chorando feito gato perto de mim. Não vem, não, porque os livros estão aí, os cursos, as oportunidades estão aí. Os bons exemplos estão em volta. É só procurar um pouquinho. Boa vontade para ensinar? Ah, o povo quer ensinar o que sabe. É só perguntar, o povo ensina, o povo é bom. Vixe, como o povo é bom para ensinar as coisas. O povo quer ajudar. Perguntou, o povo já diz: "Ah, vem cá, minha filha, que eu te ensino, te dou a receita". Você não pega porque não quer pegar.
- Ah, mas eu quero feito, né, Calunga? Não quero ter o trabalho de fazer. Vou lá na padaria para comprar pronto. Vou no mercado para ver se tem congelado.
- Não exercita, como é que vai fazer? Vai perder a mão na cozinha. O dia em que quiser cozinhar bem para agradar a quem ama, perdeu a mão. Ah, mão de cozinheira também se perde. Por isso que precisa praticar pelo menos um pouquinho. Está certo que você não pode todo dia, está cheia de fazer só isto a vida inteira, então botou uma cozinheira. Você pode? Então, está bom. Mas volta e meia, vá para a cozinha um sábado ou um domingo para não perder tudo o que você aprendeu. Não deixa perder a mão, vá lá bater um bolo, entendeu? Ah, porque agora você virou uma madama, vai ficar o quê? Sonsa, tonta, mesmo? Ora, se ficou uma madama, aproveita bem o seu dinheiro e o seu tempo para enriquecer o seu espírito e não ficar aí nessas besteiras para cima e para baixo. Vá desenvolver seus outros talentos para não ficar nessa moleza e lentidão e acabar no tédio.
Ah, como tem gente encruada nesse mundo! Você é encruada? Aquela vida que não anda, bloqueada, frustrada porque você fica na hipnose da vaidade e não vai fazer o que gosta. Não se valoriza e não valoriza as oportunidades da vida. O povo gosta de ficar na inércia. Sabe o que é inércia? Não é só o povo que não faz nada, aquele povo preguiçoso que fica o dia inteiro na rede. Este também pode estar na inércia, mas tem gente que faz tudo regularmente igual. Até a queixa dos problemas é tudo igual, tudo igual, tudo igual. Então, está na inércia também. Cuida dos outros e não cuida de si. Faz que faz e não sai do lugar. Está na inércia, tudo igual, parado.
- Ah, Calunga, eu trabalho o dia inteiro!
Mas será que você fez algum progresso com você, está mais feliz, mais realizada?
- Estou não, Calunga! Só estou mais cansada.
- Uai, então você está na inércia. É a inércia que cansa. Está aí paradona no mundo. Você também, companheiro, está na inércia: tudo igual, tudo igual, tudo igual! Não andou nada? Não teve nenhum ganho? Só está mantendo a subsistência da vida pagando as contas? Vixe, você está é morto!
Está mais defunto do que eu. Até pior que eu, pois é defunto do tipo enganado, iludido. Pensa que está vivo, mas não está vivendo de verdade. Vai chegar aqui e ficar com a mesma cara de desesperado, sem graça de ver que ficou feito múmia, que não fez nada. Só tomou espaço no mundo. Que inferno!
Então, vamos fazer dessa vida uma coisa boa, saudável, aproveitável, que faça a gente ficar feliz. Não só por causa do amanhã, não! Embora o amanhã seja importante. Se a gente cultiva hoje, sabe que amanhã vai ter com que dar conta do recado, porque a vida sempre cobra. Mas a gente está pensando na gente, em valorizar nossos potenciais, porque a vida é sempre cheia de potenciais. Ah, meu Deus, o que tem de potencial...
Se você soubesse tudo o que sua mão pode aprender a fazer. É infinito! Não tem livro que possa pôr todas as coisas, todos os verbos, todas as obras que sua mão pode fazer. Com a ajuda dos pés, das pernas, dos braços, a coisa aumenta mais. E com a ajuda da inteligência, então, o que você não pode?
Não tem nada que você não possa! O que você pode vir a sentir, experimentar, conquistar, usufruir, realizar, ter prazer. Quantos verbos tão bonitos! Isso porque você saiu da inércia, passou à ação. Não a ação automática, não a ação inconseqüente, viciada, feito um burro de carga, não é isso, não. É a ação renovadora, a ação do desenvolvimento, a ação no crescimento, na crença e na busca do melhor.
Ah, como é bom gente inconformada que vai buscar o melhor. Pois tem tanto melhor aí para você viver. Não se deixe cair nessa encrenca toda. Não fique aí arranjando desculpa:
- Ah, Calunga, é por causa da família. Tem os filhos, o marido. Ah, porque sou casada e a sociedade cobra exige. Então, a gente precisa se sacrificar.
Os homens também entram nessa:
- É, Calunga, a gente tem as responsabilidades. É chefe de família. As coisas estão difíceis, cada dia pior. A sociedade está cada dia mais difícil, o dinheiro está cada dia mais difícil ...
- Como é que está mais difícil, homem de Deus? Se abrir a sua bolsa, tem um telefone sem fio. Como é que pode estar a cada dia mais difícil, me conte?
- Ah, Calunga, não tenho esse telefone, não tenho nem dinheiro para comprar isso.
- Então, meu filho, você é um homem lesado, um homem encruado, um homem estagnado. E não venha se queixar de sua miséria, que Deus nem liga. Pois está aí a vida cheia de chances e você não se mexe, criatura. Se mexa, levante esse traseiro da cadeira da sua inércia. Esse sofazão da sua inércia. Esse vale do sono da sua hipnose. Essa coisa que fica na gente encruando feito banana encruada, feito mesmo goiaba bichada. Pare com isso, meu filho, levante, reaja! Jogue essa porcaria fora, essa cabeça cheia de besteira, areje. Receba a bênção do novo! Procure que você acha, procure novas coisas para conhecer, procure! Largue dessa televisão, homem de Deus. Dê para alguém, dê para os pobres, vá procurar o que fazer. Não é que a televisão seja ruim, mas vocês usam de um modo tão ruim que, às vezes, é melhor mandar embora para parar com esse vício de não fazer nada. Que se divertir? Divertir é só ver porcaria na televisão? Ver filme? Isso para você é se divertir? Se divertir, minha filha, é o dia inteiro com as coisas novas, com as novidades. É com o livro, é com o curso, é com a proposta de trabalho, é com o desafio no emprego, é com o desafio em casa. É inventar moda dentro de casa: arraste os móveis, arranque tudo, dê um baile. Uai, faça qualquer coisa, meu filho. Invente gente para conversar, vá conhecer o que o outro sabe, vá perguntar como é a vida do outro, vá fazer qualquer coisa. Que inércia! Faça alguma coisa com você. Limpe por dentro, abra novas portas, liberte os seus potenciais, liberte o seu espírito. Vamos, meu filho. Não perca a chance, não perca a oportunidade. Ponha vida na sua vida!

...como fazer uma boa limpeza mental - Calunga - Livro Tudo Pelo Melhor - Capítulo 11

Quando você for se deitar à noite, faça uma limpeza mental. Observe tudo o que vem à mente e vá só olhando. Aí, vá dizendo:
- Não quero isso em mim, não quero aquilo. Isso aqui pode ir embora, pode passar. Tudo isso é mentira. Nada disso me pertence, não tenho nada com isso.
Quando perceber que acalmou, comece a pensar nas coisas que têm a ver. Lembre-se das pessoas que você ama e imagine-se dando um abraço nelas, lembre-se das coisas bonitas que tem na sua casa, do progresso que fez no trabalho, de uma piada engraçada que alguém lhe contou. E aí você pega o melhor e repete:
- É isso aí que tem a ver comigo.
Lembre-se de alguém lhe pagando um dinheiro e diga:
- Ah, que coisa boa receber um dinheiro. Que bom!
E assim por diante, você se lembra de tudo o que foi bom: a comida que gostou a fruta que comeu. Ponha, então, só coisas boas em você.
É preciso fazer essa limpeza psico-espiritual antes de dormir, minha gente. Senão, seu subconsciente vai ter um trabalhão e não consegue dar conta do recado. Você vai ter uma superatividade durante o sono que só vai cansá-Io ainda mais. É por isso que você já acorda cansado, ruim. Então, ponha tudo para fora. Largue tudo de ruim que o marcou e que o impressionou durante o dia. Tire a impressão assumindo a atitude de neutralizar dizendo:
- Ah, isso tudo é bobagem. Tudo isso é ilusão. Tudo isso é ridículo. Nada disso é problema meu. Já que não posso fazer nada com tal situação, também não quero ficar com isso em mim.
Vá tirando essas imagens ruins. Depois, alimente-se só de coisas boas.
Em seguida, chame as energias espirituais superiores: Deus. Evoque aquela energia para você, para sua casa, para os entes queridos, para seu trabalho, e ponha muita luz ali. Aí, você dorme gostoso, descansado. Seu subconsciente e seu inconsciente não vão ter tanto trabalho assim, porque você já fez a maior parte rapidinho, de um modo muito mais fácil do que o inconsciente, que, às vezes, demora horas e horas para poder digerir essa energia ruim. E para fazer isso, ele vai cansando e se desgastando. Então, faça esse trabalho você mesmo, na sua consciência.
Vamos acalmar e selecionar, durante o dia, as conversas com o povo. As pessoas ficam com tanto medo do dinheiro. Que coisa horrível! Claro que o dinheiro merece a nossa atenção, no sentido da economia, de saber ganhar e de saber gastar. Mas não podemos fazer disso o drama emocional que fazemos, desequilibrando-nos por inteiro. Não, minha gente, vamos enfrentar a parada. Sei que, às vezes, não é fácil, mas a maioria das pessoas chora de barriga cheia, porque tem medo do amanhã. Não aconteceu nada, mas ela acha que vai acontecer. Vamos parar com esse excesso de drama. Vamos ser frios. A frieza, nesse sentido, é equilíbrio, é paz. E essa frieza nasce de sua imposição interior:
- Eu não quero mais agir assim. Não quero mais essa aflição e esses pensamentos. Quero enfrentar a minha vida econômica com frieza, com inteligência e com ponderação. Não quero ter emoção de raiva, de medo, de insegurança.
Quando impõe isso, você, por dentro, acalma e se reequilibra. Age melhor em relação ao dinheiro e às questões econômicas. Encontra melhores saídas, melhores meios de administrar seus bens com paciência, inteligência e perseverança. E até melhores meios de ganhar mais dinheiro. É isso o que precisamos para lidar com os problemas materiais e econômicos. Agora, qualquer coisinha, um preço um pouquinho mais caro, já pega você de surpresa.
Pare de rezar, pare com tudo, porque você não vai ter jeito mesmo. Mas se resolveu ficar do lado do espiritualismo, por opção, pois que fique 24 horas por dia. É o preço. Por que queremos ser espiritualistas? Porque o espiritualismo ajuda a viver melhor. Agora, se você só é espiritualista na hora em que vai a uma reunião, na hora em que faz uma meditação ou na hora em que está conversando com o povo, isso é muito pouco. Não serve para nada.
A gente quer aprender essas coisas espirituais para viver bem o dia todo e não para viver bem cinco minutos, uma hora, e dali a dois minutos estar todo destrambelhado outra vez. Pense nessa responsabilidade que você tem consigo mesmo. Vamos filtrar o que chega a nós através da capacidade de nos impor.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Se tem Consequências,tem causas

... se tem conseqüências, tem causas - Calunga
- Livro Tudo Pelo Melhor - Capítulo 5
- Calunga, não sei mais nem aonde me dirigir para a minha vida melhorar. Trabalho com vendas, mas não é conveniente mudar de emprego por causa da minha idade - diz um ouvinte.
- Você se desvaloriza muito, companheiro, se põe sempre de vítima. Se você mexe com a área de vendas, não pode deixar de ser uma pessoa amorosa, bondosa consigo, uma pessoa positiva, confiante no Universo. Não acredite em dificuldade. Pois, se a sua cabeça acredita, ela acaba criando. Nada é complicado, nada é difícil. Você se queixa da sua idade, só vê empecilhos. Sua cabeça é muito negativa, embora você ache que isso é ser realista, que a vida é assim mesmo. Acha que está sendo prudente, sensato, cauteloso. E porque você tem boa intenção, não percebe que está na negatividade. Mas isso tudo é negatividade. Enquanto você não sair disso, sua vida não anda. Só atrai porcaria e problema. Saia disso, meu filho!
Perceba que o erro está em si, que você não fez por mal, mas fez; que você não sabe que isso é ruim, mas é; que seu bem é um bem negativo. Você tem muito medo e medo é sempre negativo, mas você acha que precisa ter medo para evitar as catástrofes. No entanto, por causa do medo, você não fez tudo o que queria na vida e quem está na catástrofe é você. Foram os medos que o levaram a ficar nesta vida sem porta, sem janela, sem saída, sem opção, trancado na sua superproteção, porque você se superprotege. Acredita que o mal vai pegá-Io, vê monstros em todos os lugares. Tem imagens persecutórias. Você só vê o difícil, o ruim e nunca vê o anjo, a ajuda, o amor, a força, a beleza, nunca vê a positividade. Para você, a verdade é essa. E ai de quem disser algo contra:
- Como você diz isso de mim, que sou um homem trabalhador, bem intencionado ...
- Mas, meu filho, sua verdade é sua verdade. Sua vida é sua vida. E se sua vida está fechada é porque você está fechando. Não tem ninguém que fecha. Eu sei que você é bem intencionado, mas todo mundo faz maldade com boa intenção. Quantas vezes a gente mente para os outros com medo de ofender? A intenção pode ser boa, mas mentira é mentira. Disfarçada de bem, a gente faz uma série de negatividades. A gente bate nos filhos para amanhã eles não darem problema. Então, já machuca hoje. Usa o mal para combater o mal; a malvadeza para curar a malvadeza, achando que está fazendo um grande bem. Não percebe que aquilo tudo é negativo e provoca reações muito negativas. Mas quando as reações negativas aparecem, a gente se julga uma vítima:
- Mas eu agi pelo bem. Sou um homem tão bom. Por que acontecem essas coisas ruins na minha vida? Por que, meu Deus? É injusto!
- Não é injusto, não. É justinho do seu tamanho, na sua medida. Você está no lugar que você se pôs. Disfarçado de bem, você faz muita negatividade. O povo todo é assim. Às vezes, a gente quer ajudar e a pessoa se revolta.
- Como, Calunga?
- Meu filho, o que posso fazer? Estou olhando os dados e os fatos são esses: caminhos fechados, dificuldade de dinheiro. Alguma causa deve ter.
- Mas não é macumba, Calunga?
- Como a macumba vai acontecer assim para qualquer um? Não há justiça na lei de Deus? Se não há justiça na vida e tudo não passa de um grande caos, então vamos bagunçar. Não, não é assim. Tudo é justo. E se tudo é justo, meu filho, é alguma coisa que você está fazendo. Macumba não pega em quem não é "macumbável". Se você é negativo, não precisa nem ter macumba, porque qualquer onda negativa aí no serviço já o pega. Se a bomba tiver que estourar, vai estourar na sua mesa, não na mesa dos outros. Botou a mão no copo, quebra de tanta energia negativa, de tanto ódio guardado. Vai ligar a televisão, ela pifa. Pega o carro, o carro morre. É tudo negatividade. Mas vocês acham que são heróis, que são bons, que sofrem e não querem ver. O sofrimento está aí. A prova está aí. Se tem conseqüências, tem causas. Alguma coisa causou isso na sua vida. Por que a vida do outro está boa? Deus não protege ninguém. A natureza é igual para todo mundo. É porque você está na negatividade. Pensa que está fazendo um bem, mas é um bem negativo.
- Ah, mas é necessário, Calunga.
- Não é, não. O mal nunca é necessário. O mal não defende ninguém. Malvadeza não defende de nada, não ensina nada, não melhora nada, só cria mais malvadeza. Não adianta querer se iludir.
- Ah, mas é em legítima defesa.
Você tem o direito de achar, mas que vai trazer conseqüências, isso vai. Ah, claro que vai. Só o bem absoluto, o bem positivo, o bem puro, de verdade, é que nos protege e nos eleva. Só sendo positivo com você, com seu coração, corajoso, você estará protegido.
Ponha coragem no seu coração!
Esqueça a maldade do mundo, a pequenez. Esqueça as coisas medrosas da sua cabeça. Largue tudo isso. Abra seu coração para uma coisa melhor, maior. Levante, homem de Deus, ponha-se num lugar melhor dentro do seu coração, da sua mente. Dê a si um pouco de valor. Tenha a coragem de fazer o que gosta, de caprichar, de fazer com amor, de ser alegre, bem-humorado, despreocupado, confiante em Deus. Mas você não quer se ver, não quer mudar de atitude. Então, a vida não muda. E não fique esperando que eu, Jesus ou outros guias vão sair correndo atrás de você para cuidar dos seus problemas. Você que cria, é você que vai resolver. Pode ficar com raiva de mim, pois, quanto mais ficar com raiva, mais seguro eu estarei de que você vai tomar alguma providência.
- Também, não quero mais saber de Deus. Agora vai ser comigo, mesmo.
- Pensa que vou ficar triste se você ficar com raiva de mim? Não vou, não.
Ah, que bom que aprendeu a tocar para a frente e a vida dele se resolveu. Bom que ele acordou. Uns acordam pela inteligência, outros pela dor. Mas bom é acordar para o fato de que o poder está nas suas mãos, não está na de ninguém. Tem que acreditar em você:
- Eu sou a força, porque Deus está comigo. Eu sou é bom. Sou perfeito como o Pai que está no céu. Meu coração é bom. Todo mundo é bom, o resto é ilusão.

Mágoa desnecessária ...

As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente.
Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.
Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.
O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender, tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante.
E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares.
Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência.
Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.
Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica.
É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.
É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos.
Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.
Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças.
Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.
Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.
Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.
Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 41, do
livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito
Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Este Dia

Este Dia – André Luiz

Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.
Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.
…Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.
Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.
Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.
Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.
Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.
Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você chegou o tempo de atendê-las.
Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer isso.
Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.
Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier. Respostas da Vida