segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Dia do BASTA

É preciso muita humildade para assumir a coragem de buscar um novo caminho.
Por Irineu A. Gasparetto
Quantas vezes dizemos, em nosso diálogo diário conosco, que aquela seria a última vez que faríamos determinadas coisas, cujos efeitos danosos conhecemos em todas as suas nuances?
Ainda que tenhamos passado por "poucas e boas" em nossa jornada, parece que nossas resistências sempre tendem a vencer, dificultando nossa iniciativa para mudarmos de rumo.
Escolhas habituais nos permitem, tão somente, vivenciar velhos costumes, esticando nossa antiga agonia de seguir naquilo que nossa alma sabe que já não serve mais.
Existem diferenças fundamentais entre "saber" e "fazer", isto é, movimentar-se do teórico ao prático.
Significa que isso somente acontecerá, quando nossa atitude for diferente e firme no propósito de experimentarmos o novo.
Afinal, o que nos impede verdadeiramente de agir, se dentro de nós há um lado bastante disposto a se renovar?
Por que não deixamos ir o "velho", sabendo que ele não atende mais aos nossos anseios da alma? Por que não nos abrimos e cedemos ao "novo",
sabendo que ele poderá trazer horizontes mais amplos de conquista pessoal?
Não o fazemos porque o "velho", embora ruim e desagradável, é um caminho bastante conhecido, e o "novo" é uma espécie de "tiro no escuro", pois nunca se sabe onde a bala irá parar de verdade.
Temos vontade, mas falta-nos coragem!
Os tormentos comuns da dúvida, aliados aos medos já vivenciados, em antigos e eventuais fracassos, conectados uns aos outros, imobilizam-nos para agir, e ficamos ainda mais concentrados na idéia de que a nova iniciativa não dará certo.
No entanto, é preciso muita humildade para assumir a coragem de buscar um novo caminho, "desidentificando-nos" com a antiga imagem de nós mesmos, abdicando da idéia de que precisamos "parecer ser", para assumirmos nova postura do que efetivamente agora "somos".
Finalmente, hoje, chegou o "Dia do Basta".
Respire fundo, conectando-se com o "Bem Maior", e rompa de uma vez por todas, com os pesados grilhões das velhas e desgastadas amarras e manias,
permitindo-se confiar e experimentar o frescor de uma alma renovada, que está aprendendo a reconhecer, na grandeza de si mesma, as melhores alternativas para vivenciar esse novo momento dentro do coração.
Há muito tempo, a dor da "mesmice", condicionada a velhas, repetitivas e cansativas escolhas, pede passagem a novas alegrias, que possam significar motivação e vontade de crescer em um só tempo.
Não tenha medo !
Somente com a sua luz interior, focada agora nas novas estradas que se materializam à sua frente, será possível seguir com clareza, confiança e destemor!
Use o discernimento e compreenda a importância da hora que passa.
Se você já consegue reconhecer em sua vida, coisas que já não servem mais, embora tenham sido úteis e vantajosas em circunstâncias do passado, não espere chegar uma nova série de aborrecimentos e dificuldades para mudar de atitude.
Seja firme e resoluto ! Decida!
Lembre-se que todo crescimento pessoal e espiritual que nos possibilita libertação, quase sempre costuma gerar um natural, mas aflitivo descontentamento, naqueles que estão acostumados à "arte da manipulação" - de nossa vida e da de outros.
Confie no amparo das "Forças Superiores da Vida" e prossiga rumo ao cerne de seu coração.
Pense nas incríveis alegrias que estarão presentes, quando você não mais precisar "aparentar ser" o que você não é mais.
Nós só ficamos bem em tudo, isto é, luminosos e livres, quando utilizamos o talento de sermos "nós mesmos" - sem máscaras, reconhecendo,com transparência, as bênçãos incontáveis do que já podemos usufruir, redescobrindo e percorrendo os caminhos da paz, sem medo de ser feliz.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NATAL

A VIDA ESTÁ EM SUAS MÃOS

ABORTO

PERMITA-SE SER IMPERFEITA

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe ilha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os
outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir,
bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa
impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um tr abalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa
Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros -
Jornalista e escritora

JANELAS DA VIDA!!

Abra a janela do teu coração e deixe a alma arejar! Sabe aquele cheiro de mofo de sonhos que envelheceu e você nem se deu conta? Deixe que o vento leve para longe…
Livre-se, também, do ranço amargo de toda mágoa e rancor, faça uma boa limpeza na vidraça da janela do coração, garanto que você enxergará melhor a vida lá fora…
Deixe a luz inundar tudo, apagar as marcas das decepções, as tristezas das derrotas, o vicio de sofrer por sofrer e acima de tudo, permita que o sol derreta o gelo da solidão…
Esbanje sonhos, ninguém sonha em vão, e também não é verdade que os sonhos fogem, as pessoas é que desistem, e eles morrem…
Alicerce seus desejos com bases sólidas e construa dia a dia degraus para você chegar até a sua meta!
Não permita que nenhuma sombra pesada amortalhe o sol, que nenhuma parede aprisione o vento e cale o som da vida. Jamais se transforme em órfão da luz…
Exponha na janela toda a alegria de viver, mostre ao mundo um rosto luminoso, uma face sem rugas de preocupações, prontinha para ser acariciada, admirada e beijada…
Amplie a essência da ternura…
Desvia teu olhar das coisas tristes e infelizes, transforme em oásis toda aridez que aparecer, jorre venturas e aventuras em abundancia, através da tua janela….
Espalhe poeira dourada de sonhos além da janela, plante flores, colha encantamento.
Permita que as sementes da felicidade se espalhem sobre toda a terra…
Regenere erros e falhas, distribua perdão.
Valorize o melhor de cada pessoa e principalmente o melhor que existe em você….
Abra a janela da vida e seja pleno em cada coisa ainda que pareça pequena.
Viva na forma adulta de ser criança, debruce na janela e não olhe a vida passar através dela… Viva!
Autora Lady Foppa

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Diferenças entre religião e espiritualidade

A religião não é só uma, mas centenas. A espiritualidade é uma.
A religião é para os adormecidos. A espiritualidade é para os despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados. A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade é para os que ouvem a sua voz interior.
A espiritualidade convida a raciocinar tudo a questionar tudo.
A religião impõe, ameaça e amedronta. A espiritualidade dá paz interior.
A religião fala de pecado e de culpa. A espiritualidade faz aprender com o erro.
A religião reprime e torna falso. A espiritualidade descobre.
A religião não pergunta nem questiona. A espiritualidade questiona tudo, pois sabe que tudo muda.
A religião é humana, é uma organização com regras. A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisão. A espiritualidade é causa de união.
A religião lhe busca para que creia. A espiritualidade tem que ser buscada por você.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo. A espiritualidade se alimenta da confiança.
A religião faz viver no pensamento. A espiritualidade faz viver na consciência.
A religião se ocupa do fazer. A espiritualidade se ocupa do Ser.
A religião alimenta o ego, pois uma se diz melhor que a outra. A espiritualidade faz transcender o ego.
A religião faz renunciar ao mundo. A espiritualidade faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração. A espiritualidade é meditação.
A religião sonha com a glória e o paraíso. A espiritualidade faz vivê-lo aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro. A espiritualidade vive no presente.
A religião é prisão na memória. A espiritualidade é liberdade na consciência.
A religião crê na vida eterna. A espiritualidade faz consciente dela.
A religião dá promessas para depois da morte. A espiritualidade é encontrar Deus em seu interior.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

As forças do amanhã

Ninguém vive só.

Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras influenciam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
Assim, é necessário saber que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto que denuncia nossa condição interior.
Muitos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, que saem da nossa boca e estabelecem grandes acontecimentos.
A cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Administrados inspiram administradores.
Qual caminho nossa atitude está indicando?
Um pouco de fermento leveda toda a massa.
Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Cuidado, pois, com o alimento invisível que você fornece às vidas que o rodeiam.
Em momentos de indignação, uma palavra mal colocada pode ser o estopim para induzir o próximo ao cometimento de desatinos de conseqüências irreversíveis.
Um comentário maldoso talvez se multiplique ao infinito, causando na vida alheia dores e humilhações intensas.
O pai que não cumpre os compromissos assumidos com os filhos pode suscitar neles a idéia de que não é importante manter a palavra dada.
Esse exemplo negativo pode multiplicar-se por gerações.
O chefe que não assume a responsabilidade pela orientação que dá aos subordinados instala a desconfiança em sua equipe.
Em momentos de crise, a ausência de coesão no ambiente de trabalho pode levar uma empresa à falência, em prejuízo de toda a coletividade.
Por outro lado, comentar as virtudes de alguém que cometeu um pequeno deslize talvez faça cessar a maledicência.
Em momentos de distúrbio, quem consegue manter o equilíbrio e a paz, exteriorizando isso mediante atos e palavras, faz murchar a insânia dos demais.
Não raro tal conduta provoca um generalizado constrangimento, pela imediata e coletiva percepção do equívoco em que se incidia.
Não há nada como a grandeza alheia para fazer o homem perceber sua própria pequenez.
Defender corajosamente os mais fracos quiçá tenha o condão de motivar outras pessoas a também protegerem os desvalidos.
Manter-se honesto e íntegro, mesmo em face das maiores tentações, talvez seduza outros para a causa do bem.
A visão da generosidade em franca atividade é um grande consolo, em um mundo onde o egoísmo grassa.
Por se afigurar admirável a prática de virtudes, há tendência de alguém genuinamente virtuoso ser admirado e imitado.
Nosso destino se desdobra em correntes de fluxo e refluxo.
As forças que exteriorizamos hoje, potencializadas pelos atos que inspiramos, voltarão a nossa vida amanhã.
Desse modo, nunca é demais prestar atenção no testemunho que damos. Será nossa presença um fator de equilíbrio no mundo?
Por força da Lei de Causa e Efeito, que opera no Universo, recebemos o que damos.
Se desejamos paz, compreensão e conforto, devemos oferecê-los ao próximo, por meio de nossos sentimentos, atos e palavras.
Pensemos nisso.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XIII do livro Segue-me!..., do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O Clarim.

FELICIDADE

A felicidade aparece para aqueles que choram, que buscam e que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
Quando você busca, o futuro é importante, o objetivo é importante. E quando você não procura, o momento presente é tudo o que existe. Não existe futuro, então você não pode adiar, não pode dizer: serei feliz amanhã.

TREM DA VIDA



Há algum tempo atrás, li um livro que
comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma leitura extremamente interessante,
quando bem interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes,
surpresas agradáveis em alguns embarques
e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e
nos deparamos com algumas pessoas que julgamos,
estarão sempre nessa viagem conosco :
nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade;
em alguma estação eles descerão e
nos deixarão órfãos de seu carinho,
amizade e companhia insubstituível...
mas isso não impede que, durante a viagem,
pessoas interessantes e que virão a ser
super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos,
amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio.
Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas.
Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas,
outros tantos passam por ele de uma forma que,
quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros,
acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto,
somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles,
o que não impede, é claro, que durante o trajeto,
atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles...
só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado,
pois já terá alguém ocupando aquele lugar.
Não importa, é assim a viagem,
cheia de atropelos, sonhos, fantasias,
esperas, despedidas... porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível,
tentando nos relacionar bem com todos os passageiros,
procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando,
sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e,
provavelmente, precisaremos entender porque nós também
fraquejaremos muitas vezes e, com certeza,
haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos
em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros,
nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades ...
acredito que sim. Me separar de alguns amigos
que fiz nele será, no mínimo dolorido.
Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos,
com certeza será muito triste,
mas me agarro na esperança que, em algum momento,
estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los
chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram...
e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei
para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila,
que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos,
o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações
para aqueles que prosseguirem a viagem.

Autor(a) Texto: Silvana Duboc